sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sobre resiliência, felicidade e entrega

Eu sei que todo mundo já está cansado de ler do que venho aprendendo, sofrendo e agradecendo sobre as aventuras de ser uma jovem que mora fora de casa, estuda engenharia civil e tenta seguir a cada dia os princípios da vida cristã. Mas tenho sentido a necessidade de compartilhar a respeito disso. As poesias meio tortas que surgem de vez em quando são exceções. Então senta aí, ajeita os óculos e vem comigo!

Resiliência, por definição, é a capacidade de suportar o sofrimento, resistir às dificuldades ou às pressões impostas sem entrar em surto psicológico. Sim, surto psicológico. Essa característica também está ligada à vontade de vencer quando há um contexto de tensão. 

Resiliência, pra mim, é exercício diário. Só quem convive comigo bem de perto tem uma certa noção da quantidade de coisas acontecendo, da quantidade de pressões sobre os meus ombros e da correria em minha vida. A verdade é que nos últimos anos tenho aprendido, em um grande curso intensivo, a ser resiliente. Desde a fase em que começaram a surgir responsabilidades sobre o rumo da vida dificuldades surgiram. Durante o período do vestibular era uma experiência estranha e eu não sabia lidar direito com esse sofrimento. Quando mudei de cidade e comecei a faculdade estava extremamente perdida e foi sim um período terrível pra mim. Eu não encontrava tempo pra parar. Eu sabia exatamente o que estava errado mas não conseguia me corrigir. Se você for curioso o suficiente, dá uma lida nos posts de 2013. Era tudo um misto de momentos de alegria intensa e de completo pânico!

Felizmente, como comentei com uma amiga essa semana, Deus estava no controle de tudo desde o começo. Embora eu duvidasse muito disso no começo dessa jornada, agora não consigo pensar o contrário nenhum segundo sequer. Ele me ensinou primeiro a aprender a sofrer, me deixou atravessar vales tenebrosos sob sua proteção e me mostrou que nada do que faz é em vão. Hoje eu sei que não passei onde queria, eu fui colocada onde deveria estar. Fiz as amizades com pessoas que Ele sabia que me ajudariam a atravessar cada fase tenebrosa e me auxiliar, me colocando de volta no rumo quando eu estava longe Dele. Assim que me dei conta dessas verdades, em meio ao sofrimento, me senti feliz. Como jamais estive em toda a minha vida. Então, pedia dia e noite que toda a ansiedade, o medo do futuro e a angústia fossem retirados do meu coração. Eu tinha um propósito maior, eu era amada, Ele queria me ver feliz.

Muitos me dizem que cristãos são pessoas que tem medo do inferno. Como podem dizer tal coisa quando um amor tão grande cheio de um cuidado preciosista (preciosista MESMO! mas isso é outra história...) e uma felicidade genuína invadem cada milímetro da existência de quem O sente? Ser cristão não é ter medo do inferno: é amar Aquele que pagou o preço pra que eu não fosse julgado e condenado. É experimentar esse amor diariamente, é entregar todas as minhas preocupações e desejos no altar Daquele que já me conhecia antes mesmo que eu fosse.

Não consigo entender resiliência sem colocar esse amor no contexto. Eu não consegui ser resiliente sem ele. É claro que às vezes dá vontade de chorar, se descabelar e se enfiar num buraco pra não sair nunca mais, afinal, Ele me fez exagerada e dramática. Mas a paz e a felicidade não estão em um Rivotril calma tá gente, eu não tomo/tomei Rivotril. Não, infelizmente plástico bolha não ajuda. A única maneira de encontrar a felicidade no sofrimento, ou seja, de ser resiliente, é entregando TUDO no altar Dele. Aprende um pouco com a minha experiência, não quero te ver sofrer. Tem um Amor maior que te chama e convida:

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve."
Mateus 11:28-30

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