Diferente do mundo.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Entre uma matrícula e outra...
Apareci por aqui por estar penando na espera novamente. Não é possível saber onde essa espera terminará, pelo menos não agora. Não queria deixa nada registrado desse período inconstante, mas percebi que se eu não quiser registrá-lo, ninguém o fará por mim. Eu nunca saberei como eu me sentia.
Um grande sonho está a poucos passos de mim. A dedicação e o esforço se fizeram valer a pena e, agora, espero o resultado. Que tipo de pessoa eu seria se simplesmente desistisse do meu primeiro grande sonho?
A verdade é que, embora eu nunca admita, ou admita muito pouco, eu consegui ser boa o suficiente passar para a segunda fase no 4º curso mais concorrido da Unicamp. Se eu sou boa em alguma coisa eu simplesmente nunca acredito, ou então nunca me vanglorio disso. Deve ser alguma patologia, eu não sei...
Agora, a agonizante espera pelo resultado está sendo muito difícil, já estou traçando meus caminhos alternativos.
O que eu queria mesmo compartilhar é que, não importa qual caminho que se traçará à minha frente: o que importa é minha atitude em frente ao resultado. Se eu passar, a alegria vai ser enorme, gigantesca e será quase que inacreditável. Esforço meu e presente de Deus. Se eu não passar, a derrota será sim esclarecida, mas também estará na minha frente uma oportunidade para levantar e seguir em frente. Voltar a lutar pelo sonho e não desistir.
Estou exatamente entre a matrícula do cursinho e a matrícula da Unicamp. O tempo vai passando perigosamente e meu subconsciente vai explorando uma e outra matrícula. A realidade ainda não está definida, o sonho está sendo adiado.
É algo difícil, isso de adiar um sonho. Penso em casais que querem ter filhos, em vestibulandos, em pais que querem dar o melhor para seus filhos e lutam por isso. Adiar um sonho é algo terrivelmente fortalecedor se você é um guerreiro. Se você simplesmente desiste, não há mais nada para ser feito. "When hope is gone, dying is just a formality".
De tudo o que passou e do que ainda virá, só sei que os meus planos e o meu futuro têm um lugar certo para estar. E a minha esperança não é só para esta vida, ela não nasce no meu coração somente. Minha esperança nasce no coração de Deus e vem até mim pelo seu Filho, que me ama e me proporcionou um lugar perto do Pai quando meus sonhos são adiados.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Desejos inacabados
Não, o ano de 2012 não será fácil. Você não vai encontrar só amigos, alegria e festa. Dias difíceis estão por vir, horas in-ter-mi-ná-ve-is, pessoas chatas, trabalhos enfadonhos e programações das quais você não terá o mínimo interesse de participar, mas terá de ir. Em janeiro de 2012 você pode começar uma nova dieta, um novo pensamento, renovar sua autoestima e sua personalidade. Espero que ainda se lembre e cumpra tudo isso até junho, ou agosto: o temido mês interminável.
Viaje em 2012, você terá oportunidades. Converse com quem você tiver vontade, fale o que quiser dizer. Preocupe-se um pouco com os outros e, se sobrar tempo, se preocupe com você. Faça a tal listinha de resoluções, se isso adiantar. Seja espontâneo. Busque aquilo que faltou em 2011. Não, meu amigo, 2012 não será um ano fácil, já previam os maias e tudo mais. Tenho certeza de que ao seu redor permanecerão algumas das pessoas admiráveis que você teve o prazer e a honra de conhecer em 2011, sei que a vida é muito mais do que as coisas pelas quais desperdiçamos a maior parte do nosso tempo. Pessoas fazem toda a diferença em um ano, pode anotar e reparar.
Seja mais sensível aos apelos da vida e simplesmente olhe as coisas ao seu redor feito criança: vendo a novidade na renovação. Do dia, do sol, da misericórdia, da graça. Não siga todos os meus conselhos, erre. Reinvente seus conceitos. E, do mais, simplesmente desejo aquilo que todos desejam, e que chegue 2012!
sábado, 24 de dezembro de 2011
De volta a um velho e conhecido lugar
Nesta véspera de Natal, convidaria a todos para uma celebração aqui em casa e tal, mas né, nem vai ter nada... No entanto, com certeza retornaremos esta noite a um velho e conhecido lugar, onde eu já estive várias vezes em muitas ocasiões. Convido, então, todos os leitores que venham a este lugar comigo.
O lugar onde há 2011 anos nascia uma criança, da mesma maneira com que todas as crianças nascem, mas ali era um lugar diferente. Na cidade não havia espaço para hóspedes, não existia quarto vazio. Uma acomodação precária, um lugar simples, um acontecimento para mudar o curso do mundo. Você já sabe de quem eu estou falando e onde quero chegar... esse lugar, uma manjedoura, abrigava um pequeno bebê, que era como todos os outros, mas que tinha uma missão especial a cumprir.
Nessa manjedoura estava o bebê que traria paz à humanidade, a criança que era o símbolo da maior história de amor de todos os tempos. O motivo de toda a esperança esta ali, naquele berço improvisado, por que não havia sequer um lugar para abrigar ao Rei dos reis.
É naquele lugar que eu convido vocês a estarem nesta noite. No lugar que deu sentido à minha vida, aos pés daquela criança.
Um Feliz Natal, que Jesus esteja no centro das comemorações, naquela manjedoura, lugar tão velho e conhecido e tão importante para o resto de nossas vidas.
O lugar onde há 2011 anos nascia uma criança, da mesma maneira com que todas as crianças nascem, mas ali era um lugar diferente. Na cidade não havia espaço para hóspedes, não existia quarto vazio. Uma acomodação precária, um lugar simples, um acontecimento para mudar o curso do mundo. Você já sabe de quem eu estou falando e onde quero chegar... esse lugar, uma manjedoura, abrigava um pequeno bebê, que era como todos os outros, mas que tinha uma missão especial a cumprir.
Nessa manjedoura estava o bebê que traria paz à humanidade, a criança que era o símbolo da maior história de amor de todos os tempos. O motivo de toda a esperança esta ali, naquele berço improvisado, por que não havia sequer um lugar para abrigar ao Rei dos reis.
É naquele lugar que eu convido vocês a estarem nesta noite. No lugar que deu sentido à minha vida, aos pés daquela criança.
Um Feliz Natal, que Jesus esteja no centro das comemorações, naquela manjedoura, lugar tão velho e conhecido e tão importante para o resto de nossas vidas.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Um caso antigo
Ele é recorrente, esse meu caso antigo. Vem e vai na minha mente, nos meus ossos, nos meus músculos, no meu estômago e no meu coração. Ele já me fez perder noites de sono, já me revirou o estômago e rendeu discussões acaloradas com meus amigos e meus pais. Ele é meu sonho, desde que me conheci como adolescente, ele esteve ali e sempre me desafiava a fazer coisas que eu achava que não saberia fazer. O problema é que ele é o caso antigo de muita gente, não só meu. Muita gente já me disse pra desistir dele, pra tentar outra coisa. Disseram que isso não era realmente importante, mas eu não poderia deixar de lhe dar a terceira e última chance. Quem é meu caso antigo? Ainda não adivinhou? Pois bem, meu caso antigo é o vestibular!
É sim um romance minha relação com o vestibular. Um romance daqueles de adolescente mesmo, mas, felizmente, cresci um pouquinho com essa relação. Ela começou no primeiro ano do ensino médio, os professores só sabiam falar do tal vestibular, mas a estrutura psicológica eu não tinha. Não fazia ideia de que seria uma prova tãofilha da mãe difícil como é. Eu não estava nem aí, estava curtindo meus dias de teen girl, e enfim, no terceiro ano o Enem trollou todos os estudantes, que tiveram que se matar em dezembro e resolver uma prova TÃO besta quanto aquela. A prova da Fuvest me fez ter pesadelos, jurei que não mais a faria, mas sabe como é esse meu caso recorrente... Ironicamente, esse ano estou apostando minhas fichas na USP, mas tenho arrepios só de pensar na segunda fase. Na Unicamp (primeira vez, inexperiente), deixei uma questão de matemática, uma de física e uma de química em branco. Não levantei nem pra ir ao banheiro e não comi. Grandes erros.
Como toda teimosa e dreamer que eu sou, resolvi fazer o cursinho. Amadureci 25 anos em seis meses. Queria morrer vendo todas aquelas matérias repetidas, mas a vida é assim mesmo, uma repetição do que já aconteceu antes, já dizia Salomão em Eclesiastes. Não estudei o suficiente, não passei. História resumida. Aconteceram outras coisas também que desviaram meu pensamento, mas isso é assunto pra outra hora...
E o que a teimosa fez? Mais um ano de cursinho. Pra quem não sabe, estou prestando Engenharia Civil e, para meu desgosto, todo e qualquer tipo de mídia resolveu divulgar que esta área está com déficit de profissionais. O resultado, é claro, foi o crescimento quase que exponencial no número de candidatos-vaga do curso. Ano passado, na Unicamp, por exemplo, eram 36,7, esse ano já saltou pra 47,4. Minha esperançae certeza, já que eu experimentei isso no primeiro vestibular é que 85% dos candidatos que se inscreveram pra esse vestibular vão escrever o nome na prova e não farão a mínima ideia do que estão fazendo. E dos 15% que restarem, 10% deles não farão ideia de como começar as redações coisa que eu treinei muito mais esse ano, portanto, terei que lutar de igual para igual com apenas 5% dos candidatos que não estudaram biologia loucamente como eu.
Ainda não sei o final desse romance, mas seu desfecho está bem próximo. Não me arrependerei de ter feito dois anos de cursinho, por que amadureci e conheci pessoas maravilhosasumas nem tanto que me ensinaram a amar e respeitar as diferenças além de terem paciência pra me explicar biologia, física e quimica. Um beijo pra galere do cursinho que eu amo com toda a força do meu coração!
Beijo pra Jéssyca que me trouxe mais alegria nesses 2 anos; beijo pra Raquel que me ensinou biologia e me empurrou filmes e livros que me distraíram quando eu tava surtando; beijo pra Luana, dona de toda a positividade da vida; beijo pro Sandro que cumprimenta as pessoas com a mão direita; beijo pro Fê que me mata de saudades, beijo pra Má e pro Matias que passaram e são os lindos donos de abraços maravilhosos; beijo pro Gi que nos surpreendeu nesse semestre e que vai me hospedar em SC quando eu for pra lá; beijo pra Carla que tá ralando pra passar e é minha concorrente direita; beijo pra Mari que é sempre tão bonitinha e educada; beijo pro Léo e pra Aline, que são meio turistas no cursinho, mas que moram no coração!Ok gente, o momento beijo pra Xuxa acabou!
Faltam alguns dias pra começarem as provas, pouco tempo pra reta final. Se nada der certo, é claro que eu tenho o plano B! Mas a minha atitude agora não é de desistência, é de confirmação. Vou deixar o meu melhor naquelas provas, pra poder entregar, ainda que muito imperfeitamente, o melhor em função Daquele que também se dedicou até o fim e deixou sua marca na história da humanidade.
É sim um romance minha relação com o vestibular. Um romance daqueles de adolescente mesmo, mas, felizmente, cresci um pouquinho com essa relação. Ela começou no primeiro ano do ensino médio, os professores só sabiam falar do tal vestibular, mas a estrutura psicológica eu não tinha. Não fazia ideia de que seria uma prova tão
Como toda teimosa e dreamer que eu sou, resolvi fazer o cursinho. Amadureci 25 anos em seis meses. Queria morrer vendo todas aquelas matérias repetidas, mas a vida é assim mesmo, uma repetição do que já aconteceu antes, já dizia Salomão em Eclesiastes. Não estudei o suficiente, não passei. História resumida. Aconteceram outras coisas também que desviaram meu pensamento, mas isso é assunto pra outra hora...
E o que a teimosa fez? Mais um ano de cursinho. Pra quem não sabe, estou prestando Engenharia Civil e, para meu desgosto, todo e qualquer tipo de mídia resolveu divulgar que esta área está com déficit de profissionais. O resultado, é claro, foi o crescimento quase que exponencial no número de candidatos-vaga do curso. Ano passado, na Unicamp, por exemplo, eram 36,7, esse ano já saltou pra 47,4. Minha esperança
Ainda não sei o final desse romance, mas seu desfecho está bem próximo. Não me arrependerei de ter feito dois anos de cursinho, por que amadureci e conheci pessoas maravilhosas
Beijo pra Jéssyca que me trouxe mais alegria nesses 2 anos; beijo pra Raquel que me ensinou biologia e me empurrou filmes e livros que me distraíram quando eu tava surtando; beijo pra Luana, dona de toda a positividade da vida; beijo pro Sandro que cumprimenta as pessoas com a mão direita; beijo pro Fê que me mata de saudades, beijo pra Má e pro Matias que passaram e são os lindos donos de abraços maravilhosos; beijo pro Gi que nos surpreendeu nesse semestre e que vai me hospedar em SC quando eu for pra lá; beijo pra Carla que tá ralando pra passar e é minha concorrente direita; beijo pra Mari que é sempre tão bonitinha e educada; beijo pro Léo e pra Aline, que são meio turistas no cursinho, mas que moram no coração!
Faltam alguns dias pra começarem as provas, pouco tempo pra reta final. Se nada der certo, é claro que eu tenho o plano B! Mas a minha atitude agora não é de desistência, é de confirmação. Vou deixar o meu melhor naquelas provas, pra poder entregar, ainda que muito imperfeitamente, o melhor em função Daquele que também se dedicou até o fim e deixou sua marca na história da humanidade.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Veio setembro e eu já nem me lembro
Esse, mais uma vez, não é um post comum aos daqui, mas como sempre, tem aquele fundo de 'diferentedomundo', por que está cheio das minhas opiniões e de quem eu sou...
Agosto terminou do modo mais terrivel que poderia. Estou desorientada até agora. Infelizmente não posso vomitar tudo o que está dentro de mim aqui, e eu estou dizendo issosubstancial e literalmente. Só mesmo Deus pra poder me entender agora, por que nem eu mesma entendo. Sim, Ele me dá muito mais coisas do que eu mereço, mas agora, como sempre, prefiro trocar esse meu fardo pelo Dele, que é suave.
Suave, há quanto tempo não sei o que é isso? Eu não sei. Talvez eu reclame demais, mas sou assim. Preciso mudar. Deve ser tanta coisa que eu não disse que está estocada na minha cabeça, somando as fórmulas e os acontecimentos revoltantes.
Agosto terminou do modo mais terrivel que poderia. Estou desorientada até agora. Infelizmente não posso vomitar tudo o que está dentro de mim aqui, e eu estou dizendo isso
Suave, há quanto tempo não sei o que é isso? Eu não sei. Talvez eu reclame demais, mas sou assim. Preciso mudar. Deve ser tanta coisa que eu não disse que está estocada na minha cabeça, somando as fórmulas e os acontecimentos revoltantes.
Ocorreu-me agora que, se eu, um simples ser humano, pequena e simples demais pra ser notada, tenho tamanha revolta contra as injustiças, como Deus se sente em face delas? Tenho medo ao pensar isso, por que, se em Seu caráter eterno não existisse a misericórdia e o amor, com certeza todos estaríamos mortos, sem direito a explicações ou arrependimentos. Lembrar e agradecer a Deus por ser alguém misericordioso é fundamental, por que, realmente, de boa, eu já teria sido atingida por um raio ou algo do gênero se não fosse isso. Mas agora, mais do que nunca, quero pensar Nele como um Deus irado com a injustiça. Irritadíssimo, mas no controle de tudo. Por que se eu, uma simples nada em face de tudo, já fico com vontade de vomitar, imagino qual é a reação do Senhor do Universo em relação a tudo isso. É por isso que deixo a vingança nas mãos Dele, "Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo." (Hb. 10.30-31) E agora, eu simplesmente não sinto mais nada, estou completamente entorpecida, não tenho ideia de como reagir.
Parafraseando a música, veio setembro e eu já nem me lembro motivos pra não chorar.
E agora, ao fim, me dou ao direito de parafrasear e cantar bem alto outra música: "O maior dos Espíritos habita em mim, eu sou a casa que Ele escolheu para morar, por causa disso, já posso suportar!"
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Desconstrução
Desconstruções necessárias
moldes de sonhos antigos transformando-se em novos,
dores de cabeça, dúvidas, complicações
são passageiras, não permanecem sempre
mas vivem aparecendo, por um minuto, duas horas, meses... tanto faz.
Desconstruir é desajeitar pra reconstruir
ver a bagunça de tudo pra compreender a organização
Ter um tempo pra pensar, ter um tempo pra entender
Nada se constroi sozinho, e toda construção é dificil.
Com que rapidez é feita uma decisão tão importante?
Por quantos dias, minutos, milésimos de segundo ainda terei de esperar?
Lá fora o mundo gira tão rapidamente que me desloca
do normal, do comum, do meu espaço de conforto.
Lá fora a chuva não cai, não há melodia que me inspire, não há silêncio que me angustie
não há nada, só o não.
Não vivido,
não sonhado,
não escolhido
Desconstruções completamente desmazeladas no chão
entre os sonhos em pedaços que precisam ser refeitos.
E eu permaneço em silêncio, tão confortável silêncio,
imaginando futuros, derrubando castelos, virando a mesa.
Quem dera ainda fosse criança e resistisse aos gostos amargos da vida tão vigorosamente...
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O mundo que ela inventou
O mundo que ela inventou R.Sigma
Composição: R.Sigma
Ahhh, um belo dia pra jogar
Tudo pro alto e virar
As cartas que ela colocou
Como um plano perfeito
Um bom rapaz, tarde demais.
Ficou pra trás, por nunca ser igual.
Talvez você não veja, a diferença estava ali.
Vencer pela fraqueza
Mas isso eu nunca admiti
Se tudo fosse embora
E agora, e agora.
E ver cair ao chão
Do mundo que ela inventou
Composição: R.Sigma
Ahhh, um belo dia pra jogar
Tudo pro alto e virar
As cartas que ela colocou
Como um plano perfeito
Um bom rapaz, tarde demais.
Ficou pra trás, por nunca ser igual.
Talvez você não veja, a diferença estava ali.
Vencer pela fraqueza
Mas isso eu nunca admiti
Se tudo fosse embora
E agora, e agora.
E ver cair ao chão
Do mundo que ela inventou
E se fosse fácil
Recusar algo tão doce.
Ele se acostuma em evitar a pressa
E tudo que lhe resta.
Um bom rapaz, tarde demais.
Ficou pra trás, por nunca ser igual.
Talvez você não veja, a diferença estava ali.
Vencer pela fraqueza
Mas isso eu nunca admiti
Se tudo fosse embora
E agora, e agora.
E ver cair ao chão
Do mundo que ela inventou.
_______________________________________________________________________
Um pequeno comentário pessoal: essa música não descreve mais ninguém a não ser eu mesma. Aí está, e o mundo que ela inventou foi totalmente desconstruído pelo tempo. Se ele venceu pela fraqueza?! Bom, isso eu nunca saberei. Se ele queria fazer parte desse mundo? Também não sei. Só sei que, depois de um mundo de tal magnitude criado em minha mente, o que ficou foi a falta de pressa, o muito refletir antes de espalhar aos quatro ventos, por que isso é vencer pela fraqueza. E agora, com meu mundo no chão, sem nada mais, ainda lembro do bom rapaz... tarde demais, ficou pra trás por nunca ser igual.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Amai e Perdoai
Não entendo qual a dificuldade monstruosa em tentar não magoar pessoas e em aprender a perdoá-las quando elas nos magoam. Tá, vamos por partes, como o Jack.
A dificuldade em tentar não magoar as pessoas, quero dizer, será que é tão difícil agir delicadamente com os outros, pensar em seus sentimentos e levar em consideração que alguma atitude pode magoar quem está perto de você? Bom, é claro que não vou sera alienada aquela que diz que isso jamais irá acontecer, que vivemos em um mundinho perfeito onde todos se amam e não erram jamais, mas, em pelo menos 80% dos casos é possível não magoar as pessoas. Uma atitude delicada, uma satisfação, uma ligação ou algo do tipo. Parar um minuto antes de falar e dez antes de agir, para poder analisar a situação e entender o que realmente está acontecendo, e só então reagir ou calar-se. O problema reside justamente nos extremos: quem só reage e reage exageradamente magoa quem recebe essa reação, quem só se cala magoa ao outro (por que não diz nada e não procura conciliação) e por tabela magoa-se também por guardar os aborrecimentos e estocá-los em seu grande, escuro e úmido porão sentimental. e calar-se é assunto pra outro post, em breve. Aí reside aquele, como se diz?! Ah sim, man-da-men-to, ordem, conselho, ou seja lá do que você goste de chamar: "Amai ao próximo como a si mesmo." Ninguém gosta de ser magoado, então evite magoar pessoas. Simples? Claro que não! Se fosse fácil teria fórmula matemática para resolver... E ainda assim, nem a matemática é fácil! Como já disse, é impossível não magoar as pessoas em momento algum, e é aí que entra o próximo ponto.
Aprender a perdoar quem nos magoa. Aí mora um problemão."Nunca vou perdoar o que ele me fez." Egoísmo exagerado. Se você acha que é bom demais para perdoar qualquer pessoa que vier (ou não vier!) arrependida pedir-lhe perdão, precisa rever alguns conceitos. Acontece que, felizmente e independente da situação, Deus é bem claro a respeito desse assunto e não dá pra achar meio termo mesmo revirando a Bíblia de ponta cabeça: "Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores" Mt. 6.12. Aiaiaiai, como será que estamos perdoando os nossos devedores? Deus nos perdoará assim. E só pra ficar claro, os tais 'devedores' são qualquer pessoa que nos tenha ofendido de qualquer maneira. Algumas traduções trazem o termo como 'quem nos tem ofendido'.
O que me espanta é aprender sobre perdão com quem simplesmente se dispõe a perdoar, sem receber nada em troca e sem ter ouvido sobre perdoar durante vários anos sentado num banco de igreja. Cada vez mais admiro atitudes de pessoas humildes que só perdoam. E esquecem. Não impõem novos comportamentos, não dizem que perdoarão uma só vez. Podem repreender, dizer o quanto ficaram magoadas, mas simplesmente perdoam. Vejo um pouco de Deus nessas pessoas e, como eu disse, várias delas não têm anos de banco de igreja. Não me entendam mal, isso acontece dentro das igrejas, mas com muito menos frequência do que deveria.
Por fim, quero dizer que isso é um desafio imenso para mim também. Não é por que venho aqui e falo de tudo isso que sou perfeita nessa questão. Eu falo justamente daquilo que me sinto em falta e das atitudes acertadas que vejo nas pessoas que muitas vezes faltam em mim. Não tenho tanta dificuldade em perdoar e preocupo-me com não magoar pessoas, mas às vezes preciso pedir perdão. Por vezes aprendo a perdoar sem que me peçam. E assim, sendo mudança e renovação todos os dias, vou seguindo, sendo imperfeita mas com a certeza da minha redenção Naquele que me amou e perdoou primeiro.
A dificuldade em tentar não magoar as pessoas, quero dizer, será que é tão difícil agir delicadamente com os outros, pensar em seus sentimentos e levar em consideração que alguma atitude pode magoar quem está perto de você? Bom, é claro que não vou ser
Aprender a perdoar quem nos magoa. Aí mora um problemão.
O que me espanta é aprender sobre perdão com quem simplesmente se dispõe a perdoar, sem receber nada em troca e sem ter ouvido sobre perdoar durante vários anos sentado num banco de igreja. Cada vez mais admiro atitudes de pessoas humildes que só perdoam. E esquecem. Não impõem novos comportamentos, não dizem que perdoarão uma só vez. Podem repreender, dizer o quanto ficaram magoadas, mas simplesmente perdoam. Vejo um pouco de Deus nessas pessoas e, como eu disse, várias delas não têm anos de banco de igreja. Não me entendam mal, isso acontece dentro das igrejas, mas com muito menos frequência do que deveria.
Por fim, quero dizer que isso é um desafio imenso para mim também. Não é por que venho aqui e falo de tudo isso que sou perfeita nessa questão. Eu falo justamente daquilo que me sinto em falta e das atitudes acertadas que vejo nas pessoas que muitas vezes faltam em mim. Não tenho tanta dificuldade em perdoar e preocupo-me com não magoar pessoas, mas às vezes preciso pedir perdão. Por vezes aprendo a perdoar sem que me peçam. E assim, sendo mudança e renovação todos os dias, vou seguindo, sendo imperfeita mas com a certeza da minha redenção Naquele que me amou e perdoou primeiro.
domingo, 31 de julho de 2011
Pecadores unidos, arrependidos?!
Esse é um post meio incomum por aqui, mas extremamente válido!
E não é só pro pessoal de igreja, é pra todo mundo queeu sou muito otimista e acredito que bastante gente lê esse blog.
Ontem a galera daqui se reuniu numa Festa Caipira, um clima super agradável no último sábado das férias, e hoje estou aqui pra convidar vocês, sim amigos, convidar!
Não, não é uma programação de sábado a noite, não vai ter comida e não será permitida a entrada de pessoas perfeitas, só pecadores podem participar. Quem está tendo essa iniciativa são nossos queridos professores, eu só estou aqui pra fazer propaganda.
Estão curiosos a respeito?! O tema tratado é polêmico, diverge opiniões e eu fiquei super feliz por que são coisas que discutimos na maioria das vezes superficialmente. Algo sutil, a que todos estamos sujeitos e uma hora ou outra seremos confrontados por eles, sim, os temidos...
"A palavra Pecado é um termo comumente utilizado em contexto religioso, descrevendo qualquer desobediência à vontade de Deus; em especial, qualquer desconsideração deliberada das Leis Divinas. No hebraico e no grego comum, as formas verbais (em hebr. hhatá; em gr. hamartáno) significam "errar", no sentido de errar ou não atingir um alvo, ideal ou padrão. Em latim, o termo é vertido por peccátu."
Estou aqui me comprometendo com vocês de trazer mais informações sobre o assunto, as datas, horários e assuntos a serem tratados. Pode ser que eu venha postar alguns resumos dos temas falados, mas isso não é desculpa para que você deixe de participar.
Informações em breve, aguardem.
UPDATE:
A primeira reunião será neste domingo, às 9h00, na Igreja Presbiteriana Filadélfia de Americana, Av. Paschoal Ardito, 775, São Vito. Se você quer conhecer bons professores e se inteirar do assunto num bate papo descontraído, venha participar!
E não é só pro pessoal de igreja, é pra todo mundo que
Ontem a galera daqui se reuniu numa Festa Caipira, um clima super agradável no último sábado das férias, e hoje estou aqui pra convidar vocês, sim amigos, convidar!
Não, não é uma programação de sábado a noite, não vai ter comida e não será permitida a entrada de pessoas perfeitas, só pecadores podem participar. Quem está tendo essa iniciativa são nossos queridos professores, eu só estou aqui pra fazer propaganda.
Estão curiosos a respeito?! O tema tratado é polêmico, diverge opiniões e eu fiquei super feliz por que são coisas que discutimos na maioria das vezes superficialmente. Algo sutil, a que todos estamos sujeitos e uma hora ou outra seremos confrontados por eles, sim, os temidos...
"A palavra Pecado é um termo comumente utilizado em contexto religioso, descrevendo qualquer desobediência à vontade de Deus; em especial, qualquer desconsideração deliberada das Leis Divinas. No hebraico e no grego comum, as formas verbais (em hebr. hhatá; em gr. hamartáno) significam "errar", no sentido de errar ou não atingir um alvo, ideal ou padrão. Em latim, o termo é vertido por peccátu."
Estou aqui me comprometendo com vocês de trazer mais informações sobre o assunto, as datas, horários e assuntos a serem tratados. Pode ser que eu venha postar alguns resumos dos temas falados, mas isso não é desculpa para que você deixe de participar.
Informações em breve, aguardem.
UPDATE:
A primeira reunião será neste domingo, às 9h00, na Igreja Presbiteriana Filadélfia de Americana, Av. Paschoal Ardito, 775, São Vito. Se você quer conhecer bons professores e se inteirar do assunto num bate papo descontraído, venha participar!
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Criando polêmica
Hoje estreia o último filme de Harry Potter, e ontem assistindo o primeiro eu lembrei que na época o questionamento era sobre o filme fazer apologia à feitiçaria às crianças ou influenciá-las de um jeito ruim para a formação do caráter delas. Minha opinião sempre foi de que isso era pura besteira.
Eu percebi que, se você assiste o primeiro filme vai notar claramente a diferença entre as crianças da época e as de hoje. Passaram-se 10 anos, e não só por Harry Potter construiu-se o caráter das crianças daquela geração, mas, se pode ver claramente que as gerações são completamente diferentes uma da outra. Eu era da geração de crianças que assistiu Harry Potter pelos 10/11 anos. Tinha 09 anos quando o primeiro filme foi lançado e 10 quando assisti, um ano a menos que a idade dos protagonistas no filme. Achei o filme fantástico e não me senti influenciada a praticar feitiçaria ou a buscar praticar o mal, até por que, o mal não prevalecia no filme; o mal estava enfraquecido, quase tinha sido vencido mas ainda existia. E é claro que nenhuma criança de 10 anos (na época da MINHA infância) pensaria que o mal poderia vencer. Posso dizer que não me influenciou de maneira negativa.
Fundamentalistas e descendentes da Era Medieval podem ver o filme como invenção do demônio, má influência, uma maneira de ensinar magia para as crianças e blablabla. Já ouvi de tudo nessa vida... Na Era Medieval, queimavam-se pessoas por acreditar que fossem bruxas, por serem canhotas, por pensarem, talvez. Hoje, o que fazemos é demonizar toda e qualquer cultura que não esteja inserida nas quatro santas e incorrupitíveis paredes da Igreja.
O que eu quero perguntar em relação ao filme é: qual a diferença entre um filme que mostra crianças em uma escola e retrata do dia a dia delas, do meio em que estão inseridas, mas misturando fantasia; de um filme com um ogro verde que é mal-educado e aprende a ser sociável? Entendam bem: os dois filmes são fantasiosos e contribuem no aprendizado das crianças. Não sou psicóloga ou algo do gênero, mas já fui criança. Meu caráter já foi construído. O que resta perguntar é se vale a pena privar valores mostrados em filmes como esse e criar crianças alienadas, que não tenham interesse em pensar no que está por trás das cenas, em pensar nos diálogos do filme e na intenção do que é mostrado.
Então me vem a pergunta que realmente importa: o que as crianças de hoje estão fazendo aos 10-11 anos? Quais são as coisas que ocupam a cabeça das crianças? Quando eu tinha 10 anos minha preocupação era andar de bicicleta, desenhar e fazer a lição de casa. A geração de hoje está preocupada com suas aulas extracurriculares, com a cobrança dos pais, com a falta de tempo para brincar com outras crianças, com o próximo lançamento no mundo dos videogames. São crianças alienadas, sem tempo para brincar, com as mesmas preocupações dos adultos e muito menos experiência para lidar com elas. Aos 10-11 anos vivem 5-6 horas por dia no mundo virtual, com pouquissíma experiência social, não sabendo portanto, cultivar relacionamentos. Aos 12-13 anos namoram sem propósito. Qual o propósito de namorar aos 12 anos de idade? Bom, se a pretenção é casar com 18... pode ser que dê resultado.
Concluindo as ideias, criar uma geração de crianças alienadas, preocupadas, depressivas parece normal. O que parecia coisa de outro mundo era um filme que mostrava crianças mantendo relacionamentos saudáveis, lidando com seus pequenos problemas (que pareciam gigantes diante de suas fragilidades) e misturando um universo de fantasia, próprio da imaginação infantil.
Eu percebi que, se você assiste o primeiro filme vai notar claramente a diferença entre as crianças da época e as de hoje. Passaram-se 10 anos, e não só por Harry Potter construiu-se o caráter das crianças daquela geração, mas, se pode ver claramente que as gerações são completamente diferentes uma da outra. Eu era da geração de crianças que assistiu Harry Potter pelos 10/11 anos. Tinha 09 anos quando o primeiro filme foi lançado e 10 quando assisti, um ano a menos que a idade dos protagonistas no filme. Achei o filme fantástico e não me senti influenciada a praticar feitiçaria ou a buscar praticar o mal, até por que, o mal não prevalecia no filme; o mal estava enfraquecido, quase tinha sido vencido mas ainda existia. E é claro que nenhuma criança de 10 anos (na época da MINHA infância) pensaria que o mal poderia vencer. Posso dizer que não me influenciou de maneira negativa.
Fundamentalistas e descendentes da Era Medieval podem ver o filme como invenção do demônio, má influência, uma maneira de ensinar magia para as crianças e blablabla. Já ouvi de tudo nessa vida... Na Era Medieval, queimavam-se pessoas por acreditar que fossem bruxas, por serem canhotas, por pensarem, talvez. Hoje, o que fazemos é demonizar toda e qualquer cultura que não esteja inserida nas quatro santas e incorrupitíveis paredes da Igreja.
O que eu quero perguntar em relação ao filme é: qual a diferença entre um filme que mostra crianças em uma escola e retrata do dia a dia delas, do meio em que estão inseridas, mas misturando fantasia; de um filme com um ogro verde que é mal-educado e aprende a ser sociável? Entendam bem: os dois filmes são fantasiosos e contribuem no aprendizado das crianças. Não sou psicóloga ou algo do gênero, mas já fui criança. Meu caráter já foi construído. O que resta perguntar é se vale a pena privar valores mostrados em filmes como esse e criar crianças alienadas, que não tenham interesse em pensar no que está por trás das cenas, em pensar nos diálogos do filme e na intenção do que é mostrado.
Então me vem a pergunta que realmente importa: o que as crianças de hoje estão fazendo aos 10-11 anos? Quais são as coisas que ocupam a cabeça das crianças? Quando eu tinha 10 anos minha preocupação era andar de bicicleta, desenhar e fazer a lição de casa. A geração de hoje está preocupada com suas aulas extracurriculares, com a cobrança dos pais, com a falta de tempo para brincar com outras crianças, com o próximo lançamento no mundo dos videogames. São crianças alienadas, sem tempo para brincar, com as mesmas preocupações dos adultos e muito menos experiência para lidar com elas. Aos 10-11 anos vivem 5-6 horas por dia no mundo virtual, com pouquissíma experiência social, não sabendo portanto, cultivar relacionamentos. Aos 12-13 anos namoram sem propósito. Qual o propósito de namorar aos 12 anos de idade? Bom, se a pretenção é casar com 18... pode ser que dê resultado.
Concluindo as ideias, criar uma geração de crianças alienadas, preocupadas, depressivas parece normal. O que parecia coisa de outro mundo era um filme que mostrava crianças mantendo relacionamentos saudáveis, lidando com seus pequenos problemas (que pareciam gigantes diante de suas fragilidades) e misturando um universo de fantasia, próprio da imaginação infantil.
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