Talvez você nunca tenha tido tempo de parar de viver no automático. Seguiu em frente, sem olhar muito as placas indicando novos caminhos, se viu amedrontado por possibilidades de mudança e não se permitiu amadurecer, crescer ou aceitar decisões difíceis. Sou grata, muito grata, por que tive oportunidade de sentar no meio da estrada pra me permitir parar de viver no automático.
Meu caminho me fez grande. Me libertou. Caminhar me mostrou o quão longe eu poderia ir sem precisar ter medo do futuro. Caminhar em meio aos pallets de blocos e caminhões betoneira me transformou, virou a chave. Viajar sem ter tudo milimetricamente planejado ou sem me exaurir de ansiedade semanas antes me fez livre. Mostrou que eu poderia. Que eu voaria.
Minha vida fora da gaiola era interessante, mas eu sentia uma falta enorme da rotina. Falta de um lar, de paredes fixas, de dormir na mesma cama por 3 noites consecutivas. Os aventureiros que me perdoem, mas amo um ninho bem feito. Quando finalmente a rotina me pertencia e estava prestes a dar o próximo passo, tive de seguir uma placa na estrada que ninguém quer caminhar. Desempregada.
Sentei no meio do caminho. De 12 horas por dia de trabalho, a zero, em um piscar de olhos. A freada brusca interrompia um caminho que sabe-se lá onde iria chegar. Exaustão profissional? Descontentamento? Euforia momentânea? Uma revolução na construção civil? Eu não sei, mas espero que a última possibilidade se prove cada dia mais real. Sou grata por não saber. Sou grata por ter aprendido, em tantos níveis, os valores de várias gerações. Por ter convivido com tantas diferenças, passado por tantos perrengues e sobrevivido. Por ter aprendido sobre a profissão, por ter ensinado, por ter tido fim. Não me encaixava perfeitamente, é até engraçado. Faz pouco tempo que tive a oportunidade de tentar montar aqueles quebra cabeças gigantes e descobri que, se o encaixe é estranho, está errado. Se a peça fica faltando uma curvinha que seja, está errado. Sou grata, acredito que estava faltando uma curvinha para o meu encaixe.
Sentada no meio da estrada, analisei possibilidades. Deixei ir aquilo que já sabia que não encaixaria. Fui descartada em possibilidades que gostaria de me encaixar. Até que percebi que de nada adianta sentar-se no meio dos caminhos. Você precisa se mexer. A vida é o que acontece enquanto você espera. Redescobri a vocação de servir, minha cabeça pensa melhor através das necessidades dos outros. Atendê-las talvez seja meu chamado, dentro da minha profissão. Mudar pequenas realidades, como é que tinha me esquecido disso? Estava no piloto automático. Vivendo por viver. Agora entendi que primeiro é a minha realidade que muda e o que sobram são as metas, os planejamentos e, é claro, o caminho a ser percorrido. Felizmente não vou sozinha, tenho ajuda. Descobrir objetivos aos 26 é bem legal, é uma oportunidade única. Não dá pra parar no meio do caminho nem viver no piloto automático. Não dá pra caminhar de olhos vendados, sem enxergar o próprio caminho. Mas é possível descobrir sua casa na próxima esquina. É possível encontrar seu lar mais perto do que você imagina, sem nunca ter esquecido os percalços da caminhada. É possível sentir-se livre, ainda que despedaçado. É possível sentir-se forte, ainda que o choro venha. É possível caminhar e contemplar a vista e, ainda que ela ainda não nos agrade, saber que a paisagem mais linda vai estar logo ali, na esquina. E digo mais: essa paisagem todinha foi construída durante a minha caminhada. Passo por passo, tijolo por tijolo, decisão por decisão. Sou eu a responsável pelas minhas decisões e ninguém mais.
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terça-feira, 17 de setembro de 2019
domingo, 1 de julho de 2018
Meu relato de parto (do TGI)
ATENÇÃO: esse texto é apenas uma brincadeira minha em relação ao que muitos dizem a respeito do temido TCC (ou, no meu caso, TGI). Não quero de forma alguma ofender as mamães lindas desse meio virtual, apenas abordar um tema tenso de maneira leve. Dedico à todos que "pariram" um TCC, uma dissertação de mestrado e/ou tese de doutorado. Vocês são guerreiros.
A necessidade de ser mãe começou 5 anos e uns meses atrás, quando venci o vestibular e perdi o medo de sonhar. À princípio eu não sabia o trabalhão que esse filho ia me dar, afinal de contas, a gente nunca sabe tudo até viver né?
Pois bem. Como todo processo de decisão, a futura mãe aqui foi atrás de opiniões.
"É, entrar na faculdade é moleza, quero ver sair!"
"É, essa alegria é coisa de bixo novinho, com o passar do tempo essas gargalhadas diminuem"
"É, o TCC é horrível mesmo, dá um trabalhão".
Mas, como na maioria das vezes, quis ser o maldito ponto fora da curva. Aquele que a gente olha e se pergunta "onde foi que eu errei, por que esse bendito tá aí?".
Eu poderia ter parido um TGI na área da sociologia, da produção, da administração ou até quem sabe da psicologia(um dia talvez esse filho também nasça). Mas o nome na lista já escolhia a especialidade do meu filho: engenharia civil.
As dores do parto vieram antes da concepção e tinham um nome muito distinto: departamento da matemática. A cada dor (ou prova) sentia que meu filho nunca ia nascer. A cada vermelho espalhado pelas folhas oficiais, parecia que ele estava mais longe de mim.
Enfim, contemplando luzes no fim do túnel, ao lado de amigos que encheram meus dias de gargalhadas sinceras e choros desesperados, ele começou a tomar forma. Eu me apaixonei por aquele tema tão complicado, misterioso e cheio de problemas. Mas aquele tema era o meu tema e eu era a desenvolvedora dele, foi amor de verdade à primeira vista.
Como toda futura mãe, imaginava meu filho muito robusto, com uma vida cheia de possibilidades e com a opinião forte. Com o passar dos meses percebi que não seria assim mas minhaparteira orientadora me fez acreditar mais no meu filho, dizendo que ele tinha futuro sim, que eu encontraria o caminho para fazê-lo nascer. Muitas horas de conversa com ela foram fundamentais... E cada vez eu a deixava levando um sorriso e uma nova esperança. Um exemplo de ser humano com tantos filhos já paridos e tanta experiência no complexo assunto pelo qual me apaixonei.
Chegou o dia do parto e eu não estava nervosa. Um novo ponto fora da curva poderia me descrever. Eu já sabia tudo o que poderia acontecer, já tinha visto vários partos de TGI e TCC, uns mais calmos outros mais turbulentos, mas todos com finais felizes. Mesmo com a voz fora das CNTP, fiz a apresentação de toda aquela trabalheira que envolvia vários dias escrevendo, 2 monitores, 500 litros de café e muitas pessoas na torcida. A amiga mais antiga de graduação também estava presenciando o momento, toda feliz e morrendo de sono, me deixando feliz e aliviada por tê-la ali comigo. Minha arguição começou com uma pergunta peculiar e com histórias sensacionais sobre os objetos de estudo que tanto me dediquei. Parecia um dia no parque de diversão. Falando de merda, lógico. Afinal de contas, ninguém pensa no destino final das merdas literais que fazemos durante a vida (enquanto que as outras são constantemente lembradas). Mas aqueles 3 e eu pensávamos em soluções pra mau cheiro, pra lodo e pra novas ideias nas estações de tratamento de esgoto e, assim como as merdas subjetivas, concluímos que com os erros é que se poderia aprender pra poder consertar. Aquilo que eu esperava que seria uma eterna correção de erros ortográficos e técnicos virou uma conversa agradável (só faltou a cerveja e o pastel pra ficar melhor).
Meu filho estava parido. Recebendo as observações dos profissionais e, nesse caso, eles me ajudaram a escolher o nome dele. Eu não imaginava que ele seria perfeito. Estudo de caso de três estações de tratamento de esgoto com reator anaeróbio localizadas no Estado de São Paulo nascia. Pra minha felicidade, foi finalizado com 10, muito sorriso e descontração, contrariando todas as histórias de terror que eu ouvi sobre ele durante a graduação. Naquele momento todo o esforço e dedicação valeram a pena e comigo ficou a esperança de que a jornada estava apenas começando.
A necessidade de ser mãe começou 5 anos e uns meses atrás, quando venci o vestibular e perdi o medo de sonhar. À princípio eu não sabia o trabalhão que esse filho ia me dar, afinal de contas, a gente nunca sabe tudo até viver né?
Pois bem. Como todo processo de decisão, a futura mãe aqui foi atrás de opiniões.
"É, entrar na faculdade é moleza, quero ver sair!"
"É, essa alegria é coisa de bixo novinho, com o passar do tempo essas gargalhadas diminuem"
"É, o TCC é horrível mesmo, dá um trabalhão".
Mas, como na maioria das vezes, quis ser o maldito ponto fora da curva. Aquele que a gente olha e se pergunta "onde foi que eu errei, por que esse bendito tá aí?".
Eu poderia ter parido um TGI na área da sociologia, da produção, da administração ou até quem sabe da psicologia
As dores do parto vieram antes da concepção e tinham um nome muito distinto: departamento da matemática. A cada dor (ou prova) sentia que meu filho nunca ia nascer. A cada vermelho espalhado pelas folhas oficiais, parecia que ele estava mais longe de mim.
Enfim, contemplando luzes no fim do túnel, ao lado de amigos que encheram meus dias de gargalhadas sinceras e choros desesperados, ele começou a tomar forma. Eu me apaixonei por aquele tema tão complicado, misterioso e cheio de problemas. Mas aquele tema era o meu tema e eu era a desenvolvedora dele, foi amor de verdade à primeira vista.
Como toda futura mãe, imaginava meu filho muito robusto, com uma vida cheia de possibilidades e com a opinião forte. Com o passar dos meses percebi que não seria assim mas minha
Chegou o dia do parto e eu não estava nervosa. Um novo ponto fora da curva poderia me descrever. Eu já sabia tudo o que poderia acontecer, já tinha visto vários partos de TGI e TCC, uns mais calmos outros mais turbulentos, mas todos com finais felizes. Mesmo com a voz fora das CNTP, fiz a apresentação de toda aquela trabalheira que envolvia vários dias escrevendo, 2 monitores, 500 litros de café e muitas pessoas na torcida. A amiga mais antiga de graduação também estava presenciando o momento, toda feliz e morrendo de sono, me deixando feliz e aliviada por tê-la ali comigo. Minha arguição começou com uma pergunta peculiar e com histórias sensacionais sobre os objetos de estudo que tanto me dediquei. Parecia um dia no parque de diversão. Falando de merda, lógico. Afinal de contas, ninguém pensa no destino final das merdas literais que fazemos durante a vida (
Meu filho estava parido. Recebendo as observações dos profissionais e, nesse caso, eles me ajudaram a escolher o nome dele. Eu não imaginava que ele seria perfeito. Estudo de caso de três estações de tratamento de esgoto com reator anaeróbio localizadas no Estado de São Paulo nascia. Pra minha felicidade, foi finalizado com 10, muito sorriso e descontração, contrariando todas as histórias de terror que eu ouvi sobre ele durante a graduação. Naquele momento todo o esforço e dedicação valeram a pena e comigo ficou a esperança de que a jornada estava apenas começando.
domingo, 29 de março de 2015
Sobre cursar Engenharia Civil
Saiu meu nome na lista!
“Deus abençoe”, “Você merece!”, “Vai fazer minha casa de graça né?!”
Mala pronta, casa arrumada, mundo novo, nova cidade. Como eu odeio São Carlos!
Na primeira aula de Cálculo 1 eu queria sair correndo. Levei o primeiro semestre achando que ainda estava no ensino médio. A ficha ainda não tinha caído, eu ainda não tinha entendido que estava em uma universidade federal! Era um sonho, era uma alegria besta perante tantas dificuldades. Diante dos problemas falei mil vezes que iria largar aquela doideira e fazer sociologia... Se era pra aprender uma linguagem nova, que fosse com palavras, não com expressões matemáticas.
A maior verdade é que engenharia não é engenharia no primeiro ano de curso. Nada tem a ver com o sonho de construir coisas, aprimorar o mundo e ser criativo. O primeiro ano de faculdade de um futuro engenheiro é engolir e digerir caminhões de conceitos teóricos sobre como os números funcionam, sobre limites de funções no infinito, sobre como é calculada a área entre duas funções... Sobre como definir um plano no espaço e sobre como calcular azimutes, poligonais e distâncias. É tudo muito desgastante, muito teórico pra quem achou que na faculdade iria sair das salas de aula e explorar os ambientes do mundo.
Conforme o tempo passa e você se aprofunda nas ideias que vai aprendendo repetidamente e repetidamente, conforme você entende que bombar uma matéria não significa que você não é capaz de superá-la, conforme você começa a pensar analiticamente perante as situações do cotidiano, começa a perceber que não tem mais volta. Sua mente e seu coração já se decidiram. Você será uma engenheira. No primeiro ano era só achismo, pensava estar em um curso que poderia significar a morte de um sonho de muitos anos. Agora vem o alívio na alma e o contentamento do coração: você será uma engenheira. Seus estudos estão dando frutos, você já consegue fazer algumas coisinhas, dar algumas dicas.
Todos os dias o aprendizado é pesado, constante e consistente. Todos os dias haverá uma cara feia te encarando, um cansaço mental, um cansaço físico e, só pra quem consegue enxergar, muitas pequenas conquistas. A jornada de um engenheiro wanna be não é nada fácil. É de muitas choradeiras, muitas noites tardias de sono atrasado, muitas batalhas contra a preguiça... Mas Deus deve me amar muito por que colocou amigos incríveis no meu caminho durante essa jornada. Amigas que viraram irmãs, que eu amo como se as conhecesse desde que eu tinha 6 anos de idade. Sim, Deus colocou mulheres maravilhosas na engenharia civil pra quebrar todo e qualquer preconceito que ainda exista sobre nós num mercado predominantemente masculino. E que mulheres competentes tenho conhecido!
Não é possível expressar tamanha gratidão pelos anos de faculdade até agora. Todas as situações têm me fortalecido, me feito mais resistente a comportamentos rudes, a situações adversas, a aprender a ser feliz sempre. É claro que eu reclamo. Reclamo demais. O tempo todo. Mas no fundo é tudo um muito obrigada pelo que tem acontecido comigo, posso ver que há um propósito maior adiante, além do sofrimento.
Sempre escrevo daquilo que sei, do que vivi. Não sei sobre as outras amigas e amigos que cursam outras faculdades, mas é assim que sou na engenharia civil. Sem tempo pra almoçar em alguns dias, com almoços agradáveis de bate papo em outros, com noites mal dormidas e noites de hibernação: vou vivendo entre extremos. Entre gargalhadas verdadeiras e choros introvertidos, entre sol e chuva, dia após dia.
E hoje? Hoje eu amo São Carlos! Alguém volte no tempo e conte para aquela bixete reclamona que as coisas vão mudar! Que ela só precisava aprender a ser grata! Que ela não deve desistir depois de uma nota baixa!
E amanhã? Tenho aula de Estradas. As coisas estão deixando de ser abstratas mas eu não quero sofrer pelo futuro. O dia de hoje ainda tem muito que me oferecer. Sigo estudando, por que esse relato foi um aquecimento pro próximo round... Deixe pra amanhã o futuro: hoje eu só quero estar contente.
“Deus abençoe”, “Você merece!”, “Vai fazer minha casa de graça né?!”
Mala pronta, casa arrumada, mundo novo, nova cidade. Como eu odeio São Carlos!
Na primeira aula de Cálculo 1 eu queria sair correndo. Levei o primeiro semestre achando que ainda estava no ensino médio. A ficha ainda não tinha caído, eu ainda não tinha entendido que estava em uma universidade federal! Era um sonho, era uma alegria besta perante tantas dificuldades. Diante dos problemas falei mil vezes que iria largar aquela doideira e fazer sociologia... Se era pra aprender uma linguagem nova, que fosse com palavras, não com expressões matemáticas.
A maior verdade é que engenharia não é engenharia no primeiro ano de curso. Nada tem a ver com o sonho de construir coisas, aprimorar o mundo e ser criativo. O primeiro ano de faculdade de um futuro engenheiro é engolir e digerir caminhões de conceitos teóricos sobre como os números funcionam, sobre limites de funções no infinito, sobre como é calculada a área entre duas funções... Sobre como definir um plano no espaço e sobre como calcular azimutes, poligonais e distâncias. É tudo muito desgastante, muito teórico pra quem achou que na faculdade iria sair das salas de aula e explorar os ambientes do mundo.
Conforme o tempo passa e você se aprofunda nas ideias que vai aprendendo repetidamente e repetidamente, conforme você entende que bombar uma matéria não significa que você não é capaz de superá-la, conforme você começa a pensar analiticamente perante as situações do cotidiano, começa a perceber que não tem mais volta. Sua mente e seu coração já se decidiram. Você será uma engenheira. No primeiro ano era só achismo, pensava estar em um curso que poderia significar a morte de um sonho de muitos anos. Agora vem o alívio na alma e o contentamento do coração: você será uma engenheira. Seus estudos estão dando frutos, você já consegue fazer algumas coisinhas, dar algumas dicas.
Todos os dias o aprendizado é pesado, constante e consistente. Todos os dias haverá uma cara feia te encarando, um cansaço mental, um cansaço físico e, só pra quem consegue enxergar, muitas pequenas conquistas. A jornada de um engenheiro wanna be não é nada fácil. É de muitas choradeiras, muitas noites tardias de sono atrasado, muitas batalhas contra a preguiça... Mas Deus deve me amar muito por que colocou amigos incríveis no meu caminho durante essa jornada. Amigas que viraram irmãs, que eu amo como se as conhecesse desde que eu tinha 6 anos de idade. Sim, Deus colocou mulheres maravilhosas na engenharia civil pra quebrar todo e qualquer preconceito que ainda exista sobre nós num mercado predominantemente masculino. E que mulheres competentes tenho conhecido!
Não é possível expressar tamanha gratidão pelos anos de faculdade até agora. Todas as situações têm me fortalecido, me feito mais resistente a comportamentos rudes, a situações adversas, a aprender a ser feliz sempre. É claro que eu reclamo. Reclamo demais. O tempo todo. Mas no fundo é tudo um muito obrigada pelo que tem acontecido comigo, posso ver que há um propósito maior adiante, além do sofrimento.
Sempre escrevo daquilo que sei, do que vivi. Não sei sobre as outras amigas e amigos que cursam outras faculdades, mas é assim que sou na engenharia civil. Sem tempo pra almoçar em alguns dias, com almoços agradáveis de bate papo em outros, com noites mal dormidas e noites de hibernação: vou vivendo entre extremos. Entre gargalhadas verdadeiras e choros introvertidos, entre sol e chuva, dia após dia.
E hoje? Hoje eu amo São Carlos! Alguém volte no tempo e conte para aquela bixete reclamona que as coisas vão mudar! Que ela só precisava aprender a ser grata! Que ela não deve desistir depois de uma nota baixa!
E amanhã? Tenho aula de Estradas. As coisas estão deixando de ser abstratas mas eu não quero sofrer pelo futuro. O dia de hoje ainda tem muito que me oferecer. Sigo estudando, por que esse relato foi um aquecimento pro próximo round... Deixe pra amanhã o futuro: hoje eu só quero estar contente.
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