O texto é longo, se a paciência tá curta, nem tente. Se começar, leia até o final. Talvez nem seja interessante, mas senti vontade e ponto. O título é em saudosa memória do programa de infância Mundo da Lua, com o Diário de Bordo de Lucas Silva e Silva.
Dia 11 de março de 2013 foi um dia muito especial. Talvez você tenha ido trabalhar normalmente, talvez tenha ido ao médico ou talvez esse dia tenha sido cheio dos problemas típicos de uma segunda feira. Pra mim, dia 11 de março de 2013 foi o dia em que tudo começou, em que um sonho se tornou realidade. Foi o dia em que vi meu nome completo, mais uma vez, em uma lista de aprovados no vestibular. Mas dessa vez, era possível. Eu iria. Eu vou!
Não queria fazer Engenharia Civil desde pequenininha, quem me conhece um pouco sabe disso. Já passei por várias fases: professora, psicóloga, tradutora, arquiteta... Eu tinha essa ideia mais ou menos formada no final do ensino médio, mas sem saber ao certo por que. O cursinho direcionou meus interesses. Aos poucos fui me apaixonando pela física. A matemática já tinha lugar cativo no meu coração e a química, que eu até gostava, virou um problema. História também. Eu não sabia de nada de nada com 17 anos, no primeiro vestibular. Absolutamente nada da vida, do que significava fazer uma faculdade e etc. Só sabia de uma coisa: é dever do governo me dar um Ensino Superior e, apesar de ter pago o fundamental e o médio, coloquei no coração e na mente que a faculdade teria de ser pública e que eu tentaria entrar nas melhores.
A educação básica foi de inteira despesa dos meus pais, e eu devo isso a eles. Sempre fizeram o melhor que era possível com tudo o que tínhamos, nunca me privaram de coisas importantes e desde pequena me ensinaram o valor do dinheiro e o gosto pelos estudos. Não me orgulho de ter feito tanto tempo de cursinho, é verdade. No entanto, cada centavo da mensalidade saiu do meu bolso, exceto a última, que foi paga por eles em razão do fim do recebimento dos meus benefícios. Dinheiro esse fruto do meu trabalho de meio período que rendeu muitos aprendizados e uma perspectiva muito melhor da vida. Dos 17 aos 19 anos estive trabalhando e fazendo cursinho, prestando vestibular para um curso que estava atrás apenas de Medicina, Arquitetura e talvez Engenharia de Produção.
Confesso que me achava muito maluca em 2012, por que larguei o emprego e caí na vida de estudante em tempo integral. Pense: dois anos de cursinho, mais um semestre e meio o dia todo. Eu estava maluca! Já poderia ter terminado um curso técnico, estar no meio de uma faculdade normal, menos puxada... mas eu estava lá, NO CURSINHO! Tinha dado meu ultimato: em 2013 começaria uma faculdade, nem que fosse no curso de Física! O começo do meu ano letivo (em maio) foi muito difícil. Eu assistia àquelas aulas me perguntando o que estava fazendo ali, me perguntando quantas apostilas eu teria que usar ainda, me perguntando quando o Márcio perderia a paciência e perguntaria: "Mas o que você ainda está fazendo aqui?!".
Mas o ser humano é adaptável. E eu não sou de desistir fácil. Depois das férias as coisas começaram a melhorar, eu comecei a me enturmar melhor e ver que ansiedade e desespero não eram só minhas características, mas de muita gente boa que estava por lá. Depois de estudar até não poder mais, chegou a época das provas. Todo mundo extremamente maluco. Ao prestar o Enem eu só pensava que tinha que acertar o máximo de questões que fosse possível, nem que isso me rendesse dores de cabeça e de coluna. Por experiência própria: a cada ano que passa você fica mais nervoso, se cobra muito mais, mas faz a prova mais confiante.
Os resultados chegaram, nem tão bons quanto eu imaginava. O Enem estava razoável, a Unesp também, mas a Unicamp e a USP não estiveram dentro das minhas expectativas. Da USP eu nem liguei, de verdade, mas da Unicamp eu fiquei completamente arrasada por não ter ido pra segunda fase. Absolutamente. Chorei durante a noite em que o resultado saiu e só fui pro cursinho no dia seguinte por que precisava devolver uns cadernos de revisão. Passei o final do ano completamente destruída por isso, por que era a Unicamp que eu sempre desejei, mas fui barrada antes de ter a chance de tentar de novo. Meus pais choraram comigo. Mas é bom lembrar que só depois de destruir alguma coisa é que se enxerga o potencial da reconstrução.
Fiz a segunda fase da Unesp, fui bem na prova, mas também não deu. Antes mesmo de saber disso, acabei deixando a segunda opção do Sisu na FURG, em Rio Grande, Rio Grande do Sul. E passei. Foi um período difícil. Eu não sabia o que fazer. Perderia a chance de entrar em uma faculdade Federal por falta de grana? Por que era muito longe? Por que meus pais não queriam? Entrei em desespero várias e várias vezes, até que me conformei com a situação e entreguei tudo nas mãos de Deus. Ele saberia onde me colocar e quando me colocar. A minha parte estava feita, meu melhor eu tinha dado.
Foi-se o churrasco dos aprovados, com todo aquele pessoal maravilhoso ingressando nos melhores cursos do Brasil bem na época do meu desespero. Fiquei MUITO feliz por cada um deles, o esforço tinha sido recompensado. Eu falava: ah, vamos ver na Ufscar né, quem sabe? Se não der vou pra Unimep mesmo...
Então, mais de um mês depois, chegou dia 11 de março. Depois que eu sosseguei meus medos na presença do Pai, depois que eu aprendi a me amar, depois que eu aprendi a ser sincera, depois que eu resolvi me abrir para a vida e as situações inusitadas dela, vi meu nome na última lista de chamada antes do começo das aulas na Ufscar. Foi maravilhoso. Não consigo descrever a sensação. Só quem já passou por isso sabe como é.
Não quero lhes contar essa história toda com a finalidade de me exaltar. Jamais. Quero que através dela alguém talvez se identifique, talvez alguém se encoraje, talvez alguém tenha histórias pra contar também. Quero ouvir todas elas!
Não desistir disso foi a melhor atitude que já tomei na vida. Apesar de ter uma vida toda, 20 anos de Americana, descobri que algumas coisas precisam ser deixadas pra trás. Outras não me abandonarão. Outras ainda me reencontrarão no futuro, eu sei disso. Sei que muitas coisas difíceis me encontrarão nesse caminho, mas o que eu achava que era meu sonho ficou pra trás. O que ficou pro futuro foi o sonho de Deus pra mim, por que eu não imaginava, não esperava nada disso. Agora preciso correr contra o relógio, mas que corrida mais maravilhosa é essa! Ser a primeira da casa a ter um diploma universitário. Ser talvez (família gigante, sabe como é) a primeira da família a se formar em uma Federal. É algo muito mais maravilhoso do que eu jamais imaginei. Quem semeia com lágrimas nos olhos, colhe os frutos no tempo certo. E eu digo mais: quem estuda muito com uma caneca de café do lado, apesar das dores de cabeça e do cansaço mental, vai ser bom profissional no futuro. Vai entrar nas melhores faculdades e ser diferença neste mundão de meu Deus!
Mostrando postagens com marcador vestibular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vestibular. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 13 de março de 2013
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Entre uma matrícula e outra...
Apareci por aqui por estar penando na espera novamente. Não é possível saber onde essa espera terminará, pelo menos não agora. Não queria deixa nada registrado desse período inconstante, mas percebi que se eu não quiser registrá-lo, ninguém o fará por mim. Eu nunca saberei como eu me sentia.
Um grande sonho está a poucos passos de mim. A dedicação e o esforço se fizeram valer a pena e, agora, espero o resultado. Que tipo de pessoa eu seria se simplesmente desistisse do meu primeiro grande sonho?
A verdade é que, embora eu nunca admita, ou admita muito pouco, eu consegui ser boa o suficiente passar para a segunda fase no 4º curso mais concorrido da Unicamp. Se eu sou boa em alguma coisa eu simplesmente nunca acredito, ou então nunca me vanglorio disso. Deve ser alguma patologia, eu não sei...
Agora, a agonizante espera pelo resultado está sendo muito difícil, já estou traçando meus caminhos alternativos.
O que eu queria mesmo compartilhar é que, não importa qual caminho que se traçará à minha frente: o que importa é minha atitude em frente ao resultado. Se eu passar, a alegria vai ser enorme, gigantesca e será quase que inacreditável. Esforço meu e presente de Deus. Se eu não passar, a derrota será sim esclarecida, mas também estará na minha frente uma oportunidade para levantar e seguir em frente. Voltar a lutar pelo sonho e não desistir.
Estou exatamente entre a matrícula do cursinho e a matrícula da Unicamp. O tempo vai passando perigosamente e meu subconsciente vai explorando uma e outra matrícula. A realidade ainda não está definida, o sonho está sendo adiado.
É algo difícil, isso de adiar um sonho. Penso em casais que querem ter filhos, em vestibulandos, em pais que querem dar o melhor para seus filhos e lutam por isso. Adiar um sonho é algo terrivelmente fortalecedor se você é um guerreiro. Se você simplesmente desiste, não há mais nada para ser feito. "When hope is gone, dying is just a formality".
De tudo o que passou e do que ainda virá, só sei que os meus planos e o meu futuro têm um lugar certo para estar. E a minha esperança não é só para esta vida, ela não nasce no meu coração somente. Minha esperança nasce no coração de Deus e vem até mim pelo seu Filho, que me ama e me proporcionou um lugar perto do Pai quando meus sonhos são adiados.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Um caso antigo
Ele é recorrente, esse meu caso antigo. Vem e vai na minha mente, nos meus ossos, nos meus músculos, no meu estômago e no meu coração. Ele já me fez perder noites de sono, já me revirou o estômago e rendeu discussões acaloradas com meus amigos e meus pais. Ele é meu sonho, desde que me conheci como adolescente, ele esteve ali e sempre me desafiava a fazer coisas que eu achava que não saberia fazer. O problema é que ele é o caso antigo de muita gente, não só meu. Muita gente já me disse pra desistir dele, pra tentar outra coisa. Disseram que isso não era realmente importante, mas eu não poderia deixar de lhe dar a terceira e última chance. Quem é meu caso antigo? Ainda não adivinhou? Pois bem, meu caso antigo é o vestibular!
É sim um romance minha relação com o vestibular. Um romance daqueles de adolescente mesmo, mas, felizmente, cresci um pouquinho com essa relação. Ela começou no primeiro ano do ensino médio, os professores só sabiam falar do tal vestibular, mas a estrutura psicológica eu não tinha. Não fazia ideia de que seria uma prova tãofilha da mãe difícil como é. Eu não estava nem aí, estava curtindo meus dias de teen girl, e enfim, no terceiro ano o Enem trollou todos os estudantes, que tiveram que se matar em dezembro e resolver uma prova TÃO besta quanto aquela. A prova da Fuvest me fez ter pesadelos, jurei que não mais a faria, mas sabe como é esse meu caso recorrente... Ironicamente, esse ano estou apostando minhas fichas na USP, mas tenho arrepios só de pensar na segunda fase. Na Unicamp (primeira vez, inexperiente), deixei uma questão de matemática, uma de física e uma de química em branco. Não levantei nem pra ir ao banheiro e não comi. Grandes erros.
Como toda teimosa e dreamer que eu sou, resolvi fazer o cursinho. Amadureci 25 anos em seis meses. Queria morrer vendo todas aquelas matérias repetidas, mas a vida é assim mesmo, uma repetição do que já aconteceu antes, já dizia Salomão em Eclesiastes. Não estudei o suficiente, não passei. História resumida. Aconteceram outras coisas também que desviaram meu pensamento, mas isso é assunto pra outra hora...
E o que a teimosa fez? Mais um ano de cursinho. Pra quem não sabe, estou prestando Engenharia Civil e, para meu desgosto, todo e qualquer tipo de mídia resolveu divulgar que esta área está com déficit de profissionais. O resultado, é claro, foi o crescimento quase que exponencial no número de candidatos-vaga do curso. Ano passado, na Unicamp, por exemplo, eram 36,7, esse ano já saltou pra 47,4. Minha esperançae certeza, já que eu experimentei isso no primeiro vestibular é que 85% dos candidatos que se inscreveram pra esse vestibular vão escrever o nome na prova e não farão a mínima ideia do que estão fazendo. E dos 15% que restarem, 10% deles não farão ideia de como começar as redações coisa que eu treinei muito mais esse ano, portanto, terei que lutar de igual para igual com apenas 5% dos candidatos que não estudaram biologia loucamente como eu.
Ainda não sei o final desse romance, mas seu desfecho está bem próximo. Não me arrependerei de ter feito dois anos de cursinho, por que amadureci e conheci pessoas maravilhosasumas nem tanto que me ensinaram a amar e respeitar as diferenças além de terem paciência pra me explicar biologia, física e quimica. Um beijo pra galere do cursinho que eu amo com toda a força do meu coração!
Beijo pra Jéssyca que me trouxe mais alegria nesses 2 anos; beijo pra Raquel que me ensinou biologia e me empurrou filmes e livros que me distraíram quando eu tava surtando; beijo pra Luana, dona de toda a positividade da vida; beijo pro Sandro que cumprimenta as pessoas com a mão direita; beijo pro Fê que me mata de saudades, beijo pra Má e pro Matias que passaram e são os lindos donos de abraços maravilhosos; beijo pro Gi que nos surpreendeu nesse semestre e que vai me hospedar em SC quando eu for pra lá; beijo pra Carla que tá ralando pra passar e é minha concorrente direita; beijo pra Mari que é sempre tão bonitinha e educada; beijo pro Léo e pra Aline, que são meio turistas no cursinho, mas que moram no coração!Ok gente, o momento beijo pra Xuxa acabou!
Faltam alguns dias pra começarem as provas, pouco tempo pra reta final. Se nada der certo, é claro que eu tenho o plano B! Mas a minha atitude agora não é de desistência, é de confirmação. Vou deixar o meu melhor naquelas provas, pra poder entregar, ainda que muito imperfeitamente, o melhor em função Daquele que também se dedicou até o fim e deixou sua marca na história da humanidade.
É sim um romance minha relação com o vestibular. Um romance daqueles de adolescente mesmo, mas, felizmente, cresci um pouquinho com essa relação. Ela começou no primeiro ano do ensino médio, os professores só sabiam falar do tal vestibular, mas a estrutura psicológica eu não tinha. Não fazia ideia de que seria uma prova tão
Como toda teimosa e dreamer que eu sou, resolvi fazer o cursinho. Amadureci 25 anos em seis meses. Queria morrer vendo todas aquelas matérias repetidas, mas a vida é assim mesmo, uma repetição do que já aconteceu antes, já dizia Salomão em Eclesiastes. Não estudei o suficiente, não passei. História resumida. Aconteceram outras coisas também que desviaram meu pensamento, mas isso é assunto pra outra hora...
E o que a teimosa fez? Mais um ano de cursinho. Pra quem não sabe, estou prestando Engenharia Civil e, para meu desgosto, todo e qualquer tipo de mídia resolveu divulgar que esta área está com déficit de profissionais. O resultado, é claro, foi o crescimento quase que exponencial no número de candidatos-vaga do curso. Ano passado, na Unicamp, por exemplo, eram 36,7, esse ano já saltou pra 47,4. Minha esperança
Ainda não sei o final desse romance, mas seu desfecho está bem próximo. Não me arrependerei de ter feito dois anos de cursinho, por que amadureci e conheci pessoas maravilhosas
Beijo pra Jéssyca que me trouxe mais alegria nesses 2 anos; beijo pra Raquel que me ensinou biologia e me empurrou filmes e livros que me distraíram quando eu tava surtando; beijo pra Luana, dona de toda a positividade da vida; beijo pro Sandro que cumprimenta as pessoas com a mão direita; beijo pro Fê que me mata de saudades, beijo pra Má e pro Matias que passaram e são os lindos donos de abraços maravilhosos; beijo pro Gi que nos surpreendeu nesse semestre e que vai me hospedar em SC quando eu for pra lá; beijo pra Carla que tá ralando pra passar e é minha concorrente direita; beijo pra Mari que é sempre tão bonitinha e educada; beijo pro Léo e pra Aline, que são meio turistas no cursinho, mas que moram no coração!
Faltam alguns dias pra começarem as provas, pouco tempo pra reta final. Se nada der certo, é claro que eu tenho o plano B! Mas a minha atitude agora não é de desistência, é de confirmação. Vou deixar o meu melhor naquelas provas, pra poder entregar, ainda que muito imperfeitamente, o melhor em função Daquele que também se dedicou até o fim e deixou sua marca na história da humanidade.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Ponha ordem no seu mundo interior
Eu tenho duas provas marcadas, vou prestar vestibular de novo, faz um mês que estou com um livro de biologia e não consigo terminá-lo, tem três casamentos por vir, três chás de cozinha, estou devendo uma visita pra Maria Clara, preciso organizar meu quarto, meus livros, minhas aulas em slide e ainda vou ter que dar conta do meu mundo interior? Vocês estão mesmo falando sério?!
Mas, como a gente paga cada palavrinha impensada dos nossos pensamentos, depois me arrependi e já pedi perdão a Deus pelo meu desleixo.
No prefácio do livro eu percebi que estava fazendo tudo errado. Sim, como num post anterior em que eu dizia que estava tudo errado (clica aqui pra ler), eu estava fazendo tudo errado, querendo começar uma mudança de fora pra dentro, sem me dar conta de que meu 'mundo interior' estava do avesso.
Então continuando a leitura daquele prefácio, percebi que aquele homem de 30 anos estava tão perdido quanto eu em meio a uma vida agitada, sem tempo para absolutamente nada, exercitanto demais a mente sem aprender a descansar. E, quando achava que estava descansando, estava só acumulando informações inúteis. Re-assistindo os mesmos programas, lendo os mesmos textos, escrevendo as mesmas baboseiras de sempre. Bom, esse não era ele, era eu. E, de repente, parecia que a esperança estava indo embora. Parecia que eu seria sempre acomodada. Pra quê tentar? Vou errar tudo de novo, nunca vou aprender.
Aí, muita calma nessa hora!
Grandes mudanças demandam tempo, paciência! Tanto que eu realmente não consegui o exercício de solitude ontem a noite. Não por que eu estivesse com sono, por que eu realmente não estava, mas simplesmente por que eu não consegui descansar e esvaziar minha mente das preocupações e problemas ao meu redor. Há, vocês acharam que ia ser fácil e que eu tinha conseguido né? Pois é, não consegui.
Se tem uma coisa que eu aprendi nesses anos de estudante é que você nunca vai conseguir aprender NADA se não praticar. É tudo uma questão de perseverança. Estou perseverando, por exemplo, no terceiro vestibular esse ano. E continuarei perseverando no exercício da solitude, por que eu sei que é algo precioso que eu preciso me dar de presente todas as noites.
Pra dizer bem a verdade, isso tudo está mais ligado ao Prefácio do livro. E a respeito da tal "crise do afundamento", bom, basta ler alguns dos posts que têm aqui no blog. Já passei por isso, fiquei desnorteada por que não tinha um alicerce interior pra suportar as pancadas do mundo exterior sobre mim. Eu achava que tinha, mas nada estava no lugar.
Das minhas obrigações do começo do post, já fiz uma prova e outra será sábado, terminei o livro de biologia (que, para meu espanto gostei muito), os casamentos e os chás de cozinha não chegaram, ainda estou devendo a visista para a Maria Clara, meu quarto até que está organizado, minhas aulas estão estocadas e eu estou sim disposta a resolver os conflitos do meu mundo interior. Não estou me desesperando a respeito de todas essas coisas, porque eu sei que todas elas estão sendo encaminhadas.
Mas e vocês? O que precisam resolver? O que é necessário reconhecer? A crise do afundamento passou ou persiste?
Abraços.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Vida de vestibulando - parte 2
Vestibulando tem que encontrar tempo pra tomar banho, tempo pra ler, tempo pra ver filme e tempo pra namorar. Ninguém é de ferro e não dá pra estudar 24 horas por dia. Mas é incrível: quando você senta a bunda no sofá pra assistir UM episódio da sua série preferida vem um e fala: "Tá vendo televisão? Você não tem que estudar? Como você acha que vai passar desse jeito?". É, caro telespectador, não é facil, estou dizendo.
Consultas médicas são luxo. Você só vai ao dentista ou ao oftalmologista se te dói ou se você não enxerga mais. Meus graus de miopia só vão aumentando e o tempo vai só diminuindo... Fatalidades acontecem e bem naquela semana da prova da sua vida, seu pulso dá um jeito de começar a doer. É verdade, aconteceu comigo.
Por mais que muitos proíbam, critiquem e falem que não, vestibulando tem sentimentos. Quem disse que não dá pra se apaixonar, pra estar num relacionamento enquanto se está estudando? A verdade é que deve ser bem complicado, mas se o companheiro também é vestibulando dá pra chorar as pitangas com ele. E estudar junto também, é claro. Ajuda no relacionamento e evita as famosas "DR's". Mas é pra ES-TU-DAR, viu? Ó que eu tô de olho!!!
Vestibulando ainda pode ter espontaneidade de criança, basta querer. Faz careta quando não entende, dá pulinhos nas escadas e tem mania de abraçar. Bom, alguns vestibulandos... Os carrancudos vão passar com muito mais estresse, muito mais nervoso mas os que levam a vida leve vão passar sem precisar de ter um aneurisma ou um infarto no miocárdio por levarem TUDO tão a sério. Ria dos erros, mas corrija-os depressinha. Principalmente os de biologia. Não corra o risco de dizer que peixes fazem fotossíntese ou que o blasto'seiláoquê' é a fase final. Ou que zigoto é diferente de célula-ovo!
Apesar de todo esse sacrifício, sabemos que, lá no fundo, nós que ralamos, não dormimos, passamos metade do ano sentados estudando teremos nossa recompensa. E ela será exatamente como planejamos. Vamos saboreá-la, aproveitar cada segundo da vida de bixos, judiar dos nossos bixos, estudar mais um moooonte e, quando tudo terminar poderemos falar: "Meu filho, você não sabe o quanto eu ralei pra terminar isso, mas agora eu estou realizado." E que nunca, nunca esqueçamos que o que conquistaremos é presente de Deus, não conseguiríamos sozinhos.
Nunca desistam, vestibulandos, mesmo que não seja este ano, a luta ainda não terminou e o sonho está prestes a começar!
Um abraço pra todos que estão nessa luta comigo e pra todos os que já passaram por isso e me entendem...
Adiós!
Consultas médicas são luxo. Você só vai ao dentista ou ao oftalmologista se te dói ou se você não enxerga mais. Meus graus de miopia só vão aumentando e o tempo vai só diminuindo... Fatalidades acontecem e bem naquela semana da prova da sua vida, seu pulso dá um jeito de começar a doer. É verdade, aconteceu comigo.
Por mais que muitos proíbam, critiquem e falem que não, vestibulando tem sentimentos. Quem disse que não dá pra se apaixonar, pra estar num relacionamento enquanto se está estudando? A verdade é que deve ser bem complicado, mas se o companheiro também é vestibulando dá pra chorar as pitangas com ele. E estudar junto também, é claro. Ajuda no relacionamento e evita as famosas "DR's". Mas é pra ES-TU-DAR, viu? Ó que eu tô de olho!!!
Vestibulando ainda pode ter espontaneidade de criança, basta querer. Faz careta quando não entende, dá pulinhos nas escadas e tem mania de abraçar. Bom, alguns vestibulandos... Os carrancudos vão passar com muito mais estresse, muito mais nervoso mas os que levam a vida leve vão passar sem precisar de ter um aneurisma ou um infarto no miocárdio por levarem TUDO tão a sério. Ria dos erros, mas corrija-os depressinha. Principalmente os de biologia. Não corra o risco de dizer que peixes fazem fotossíntese ou que o blasto'seiláoquê' é a fase final. Ou que zigoto é diferente de célula-ovo!
Apesar de todo esse sacrifício, sabemos que, lá no fundo, nós que ralamos, não dormimos, passamos metade do ano sentados estudando teremos nossa recompensa. E ela será exatamente como planejamos. Vamos saboreá-la, aproveitar cada segundo da vida de bixos, judiar dos nossos bixos, estudar mais um moooonte e, quando tudo terminar poderemos falar: "Meu filho, você não sabe o quanto eu ralei pra terminar isso, mas agora eu estou realizado." E que nunca, nunca esqueçamos que o que conquistaremos é presente de Deus, não conseguiríamos sozinhos.
Nunca desistam, vestibulandos, mesmo que não seja este ano, a luta ainda não terminou e o sonho está prestes a começar!
Um abraço pra todos que estão nessa luta comigo e pra todos os que já passaram por isso e me entendem...
Adiós!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Vida de vestibulando.
Se há uma coisa neste mundo que pode ser definida como miserável e com mérito é a vida de vestibulando. Digo, daqueles que levam a sério, ou pelo menos dos que ficam um pouco bitolados de vez em quando.
Quem está nessa vida não almoça: analisa as proteínas, os carboidratos, lipídios e vitaminas presentes na refeição,além de calcular a velocidade dos movimentos peristálticos e o tempo de digestão. Vestibulando não anda distraído: está sempre pensando. "Volume é área da base vezes altura, mas o de pirâmides e cones divide por três... Puts tenho que refazer os exercícios de física, preciso terminar de ler o livro e devolver amanhã, nooossa vai passar aquele filme que eu quero assistir mas não vai dar porque eu já marquei de estudar..." Daí passa um carro, quase te atropela e é claro que a culpa é sua.
Uma coisa intragável e inevitável a todos nós são as musiquinhas CA-FO-NAS pra decorar as malditas fórmulas. Elas ajudam a gente pra caramba, mas vamos combinar que são bem ridículas.
Vestibulando não sabe o que significa "vida social", mas sabe que vai aprender na faculdade. Na verdade, nós até sabemos, mas como colocamos o maldito vestibular em primeiro plano esquecemos da existência da tal "vida social". Eu me pergunto se ela ainda existe ou se já virou lenda urbana.
Comemos que nem condenados quando ficamos aflitos ou só por comer mesmo, por que estudar dá uma fome absurda. Não sobram unhas que não foram roídas no fim do ano e sim milhares de folhas de exercícios, apostilas, canetas e cadernos gastos. Ouvi dizer que uma menina conseguiu terminar uma borracha no cursinho, mas não sei se é verdade.
Pra ser sincera, vestibulando é um bicho feio, meio amarelado ou pálido. E as olheiras? Dormir de madrugada e acordar mais de madrugada ainda. Sortudo é quem não tem tendência de desenvolver as manchas roxas embaixo dos olhos. Quem nunca viu um vestibulando descabelado que atire a primeira pedra, aliás, quem nunca foi um que os julgue! As meninas, pobrezinhas. Precisam de mais tempo pros cuidados típicos de garotas, mas onde está o tempo? Cadê? Alguém viu ele dando um tchauzinho de alguma janela do décimo andar?
Esquecemos aniversários, comemos lanches monstruosos nos sábados a noite, trabalhamos e estudamos. Alguns tem jornada tripla, quadrupla. É sério: internet, estudos, serviços e tarefas de casa; por que vestibulando que se preze tem como tema musical de sua vida a famosa musiquinha do lerê lerê.
Você acha que sua paciência é grande? Experimente assistir uma aula de história às dez horas da noite. Experimente quatro aulas de história das sete às onze da noite. Não desmereço a matéria de jeito nenhum, mas tudo que é demais cansa. E nós sabemos o quanto. Principalmente se o professor não altera o tom de voz, não faz exercícios nem nenhuma piadinha inteligente no meio da explicação.
Vestibulando acorda de manhã pedindo a Deus forças pra conseguir levantar da cama, fazer seu serviço e ter a cabeça fresca pra conseguir absorver TUDO o que o professor com tic nervoso está explicando. Mesmo com o tempo escasso, vestibulando também ama. Apaixona-se. Encontra tempo pra fazer piadinhas e dar risada pra não morrer pensando nos resitores, na estequiometria, nos campos magnéticos, nos logs e na trigonometria.
E não é só. Mas por hoje é, por que eu sou vestibulanda, então o tempo tá acabando.
Em especial para @maahtty, @RaquelTonks, @feeferreira, @_jebarros e Marcela Moretti, meus companheiros de suplício. :)
Assinar:
Postagens (Atom)
