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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Motive-se!

Para começar abril em grande estilo. Achei interessantíssimo! Vale a pena ler, afinal, esse blog também é feito de atualidades, não só de velharias.


Numa transmissão recente da rádio CBN, Max Gheringer disse o seguinte:
“Existem muitos gurus que sabem dar respostas profundas e criativas às grandes questões sobre o mercado de trabalho atual.” Aqui vai um pequeno resumo da entrevista com o famoso Reynold Remhn:

 1 – Ainda é possível ser feliz num mundo tão competitivo?
Quanto mais conhecimento conseguimos acumular, mais entendemos que ainda falta muito para aprendermos. É por isso que sofremos. A felicidade só existe para quem souber aproveitar agora os frutos do seu trabalho.
 
2 – O profissional do futuro será um individualista?
Pelo contrário. O azar será de quem ficar sozinho, porque se cair, não terá ninguém para ajudá-lo a levantar-se.
 
3 – Que conselho o senhor dá aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho?
É melhor ser criticado pelos sábios do que ser elogiado pelos insensatos. Elogios vazios são como gravetos atirados em uma fogueira.
 
4 – E para os funcionários que tem Chefes centralizadores e perversos?
Muitas vezes os justos são tratados pela cartilha dos injustos, mas isso passa. Por mais poderoso que alguém pareça ser, essa pessoa ainda será incapaz de dominar a própria respiração.

Última Pergunta – O que é exatamente sucesso?
É o sono gostoso. Se a fartura do rico não o deixa dormir, ele estará acumulando, ao mesmo tempo, sua riqueza e sua desgraça.
 
Belas e sábias respostas... Eu só queria que me perdoassem pelo fato de não existir nenhum Reynold Remhn, é um nome fictício. Todas as respostas, embora extremamente atuais, foram retiradas do livro de Eclesiastes, do Velho Testamento (Bíblia Sagrada – escrito, portanto, há 2300 anos). Mas, se eu digo isso logo no começo, muita gente, talvez, nem tivesse interesse em continuar ouvindo.

É surpreendente o conhecimento que Deus nos dá para o nosso dia a dia, não é mesmo?

Max Gheringer – Consultor de Gestão Empresarial.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sentido para a vida.

"Tenho me perguntado por que os jovens estão tão indispostos consigo mesmos. Nada mais lhes dá prazer, uma Mobilete aos dezesseis anos, um carro aos dezoito, vai por si só. E quando não temos, sentimo-nos miseráveis. Eu também, em todos os meus sonhos, imagino-me com um apartamento e um carro, é evidente. Matar-se, como minha mãe, por um bom apartamento ou um sofá novo, é coisa de débil. Era bom para nossos pais, com suas teorias ultrapassadas. Para mim, e acho que para muitos dos da minha geração, essas coisas mateirais, esse pequeno conforto é o mínimo vital. Precisamos de algo mais. O que dá um sentido para a vida. E isto não vemos em parte alguma; mas certo número de jovens, e eu me incluo entre eles, está sempre em busca do que poderá dar sentido à vida."
Eu, Christiane F., treze anos, drogada, prostituída... - Kai Hermann e Horst Rieck

Nessa parte do livro, tão tumultuada, eu parei.
Não pude deixar de pedir perdão a Deus por não ter a sensibilidade necessária para distinguir quem estivesse à minha volta sentindo-se como Christiane,
e pior do que isso: por não viver aquilo que Ele me mandou e ser assim, tão imparcial.
Naquela noite eu sabia que algo precisaria mudar, que eu precisava fazer alguma coisa.
E eu estou tentando, mesmo com minhas muitas limitações, mostrar aos do meu convívio que existe sim um sentido pra vida e que ele não está em constituir-se bem sucedido.

O sentido da vida é a própria Vida, é Deus. Somos criação Dele, somos para Ele e por Ele, por mais que desobedeçamos a Ele, sabemos que só Ele pode nos preencher e que a sua misericórdia dura para sempre. Compreendendo isso, o amor que está Nele estará em nós, preenchendo esse tal 'sentido para a vida'. Mas esse não é um amor imóvel, sem objetivos. O amor de Deus é ação, é compaixão, é viver o amor ao próximo, seja lá quem esse próximo for. É um amor que nos move e nos faz perceber que somos mais que vencedores por que recebemos Dele gratuitamente a salvação.
E assim, por mais que as tempestades venham e por mais ameaçadoras que aparentem ser, saberemos que podemos descansar, pois Ele nos diz que "todos ouvem o meu mandar, sossegai, convosco estou para vos salvar, sossegai".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Eclesiastes.

Pra começar fevereiro.

Tenho visto a olhos vistos pessoas mudando, sumindo, revendo seus conceitos para algo que eu não sei bem se vale o esforço. Mas, pelas palavras do Robinson, Lucas 6 existe e eu não tenho o direito de julgar ninguém.

Fui eu quem as deixei partir? Eu mudei assim? O quão longe desse mundo imundo eu estou? Estou fazendo o que nasci para fazer, sendo diferente do mundo e entrando nele, me sujando de lama até os joelhos pra buscar quem anda por lá?
Estou fazendo aquilo que está em meu coração? Quantas chances eu já disperdicei? E, de repente, quando começo a escrever espontaneamente, meu post fica cheio de perguntas. E eu não sei respondê-las!

Deve ser por isso que eu gosto tanto de Eclesiastes. Já li duas vezes, sem contar vantagem, até porque só tem 12 capítulos. Mas há algo nele que me interessa, que me intriga. Parece até que ele me desafia. Explica várias fases, da alegria ao sofrimento, das certezas e das dúvidas. Deve ser o momento de tantas reviravoltas que me faz tão maravilhada com ele. Logo depois vem Atos, o livro que 'não tem fim'. Mas falo dele outro dia...
Impossível escolher um pedaço só, mas aí vai... Essas são pra você que tem um pré-conceito de Bíblia e acha que nela estão escritas sempre as mesmas coisas.

"A tristeza é melhor que o riso; pois a tristeza faz o rosto ficar abatido, mas torna o coração compreensivo." Ec. 7.3


"A minha vida tem sido uma ilusão, mas nela eu tenho visto de tudo. Há pessoas boas que morrem, e há pessoas más que continuam a viver a sua vida errada. Por isso, não seja bom demais, nem sábio demais; por que você iria se destruir? Mas também não seja mau demais, nem tolo demais; por que você iria morrer antes do tempo? Evite tanto uma coisa como a outra. Se você temer a Deus, terá sucesso em tudo." Ec. 7.15-18

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O desafio da ética - Frei Beto (trechos)





Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. (...) Não adianta ser um super-executivo se não consegue relacionar-se com as pessoas. (...)




Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação ao espírito. Acho ótimo, todos vamos morrer esbeltos:
- Como estava o defunto?
- Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!

Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?


Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!

Entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais...


Cultura é o refinamento do espírito.


Televisão no Brasil - com raras e honrosas exceções - é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra de hoje é "entretenimento"; domingo então, é o dia nacional da imbecialização coletiva. (...)


Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar esse refrigerante, usar esse tênis, usar essa camisa, comprar esse carro, você chega lá!" O problema é que, em geral, não se chega! (...)

O grande desafio é gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.

Assim, pode-se viver melhor. (...)

É curioso: a maioria dos shoppings tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se algo paradisíaco: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas... Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumos, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus, como os que outrora foram convencidos a comprar a própria absolvição. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald's.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Há esperança.


Este "salmo" foi encontrado em uma cabine telefônica por um oficial de polícia em Long Beach, Estados Unidos.


A droga é minha pastora, sempre terei necessidade. Ela me faz deitar nas sarjetas; guia-me ao lado de águas sujas; destrói a minha vida. Conduz-me pelas veredas da maldade por amor do esforço. Sim, andarei pelo vale da pobreza e temerei todo o mal. Porque a droga está comigo. Tua agulha e cápsula tentam consolar-me; esvazias a minha mesa de alimento na presença de minha família; roubas a minha capacidade de raciocinar. Meu cálice de tristeza transborda. Certamente o vício me acompanhará todos os dias da minha vida. E habitarei na casa dos marginalizados para sempre.


No verso do cartão onde estava datilografado o "salmo", havia a seguinte mensagem escrita à mão:

"Verdadeiramente este é o meu salmo. Sou uma jovem, de vinte anos, e, durante o ano e meio passado, venho perambulando pela rua do pesadelo dos viciados em entorpecentes. Quero abandonar a droga e tento, mas não posso. A cadeia não me cura. Nem a hospitalização me ajuda por muito tempo. O médico disse à minha familia que teria sido melhor, e na verdade mais generoso, se a pessoa que me deu a droga, pela primeira vez, tivesse pego uma arma de fogo e estourado meus miolos, e provera Deus que ela tivesse feito isso. Meu Deus, quanto desejo isso!"






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Uma reflexão muito necessária atualmente. Precisamos rever nossos conceitos de 'felicidade momentânea' e começar a pensar a quais consequências nossos passos errados vão nos levar. No próximo post, vou apresentar algo que não traz apenas felicidade momentânea e que não te deixará chegar a um abismo como o que essa moça passou; mas que construirá uma ponte sobre qualquer abismo entre você e a sua real felicidade. No próximo post.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Se só ceder, nunca irei saber!


"Nenhum homem sabe quão mau ele é, até que ele tenha tentado de toda maneira ser bom. Uma idéia tola, mas muito atual é que as pessoas boas não conhecem o significado ou não passam por tentações. Isto é uma mentira óbvia. Só aqueles que tentam resistir a tentação, sabem quão forte ela é. Afinal de contas, você descobre a força do exército inimigo lutando contra ele, não cedendo a ele. Você descobre a força de um vento, tentando caminhar contra ele, não se deitando ao chão. Um homem que cede ante a tentação depois de cinco minutos, simplesmente não sabe o que teria acontecido se tivesse esperado uma hora. Esta é a razão pela qual as pessoas ruins, de certa forma, sabem muito pouco sobre sua maldade. Elas viveram uma vida abrigada por estarem sempre cedendo. Nós nunca descobrimos a força do impulso mal dentro de nós, até que nós tentamos lutar contra ele: e Cristo, porque Ele foi o único homem quenunca se rendeu a tentação, também é o único homem que conhece completamente o que tentação significa–o único realista no total sentido da palavra"

C. S. Lewis
A melhor maneira para resistir à tentação e descobrir a força dela é falando com Deus, sem cessar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O sargento americano e a modelo cazaque


"A morte é um caso sério. Mais para os jovens do que para os idosos. Estes vão se acomodando lentamente com a idéia da morte, mais por fatalidade do que por renúncia da vida. Aqueles esperneiam o quanto podem e abrem a boca, na esperança de relaxar.

É o caso do sargento do exército americano Jeff Barillaro, 31 anos, que serviu em Bagdá por 15 meses (de agosto de 2005 a novembro de 2006). Para suportar os reveses da guerra, nas horas de folga ele fazia música. Numa de suas canções Barillaro escreveu: "Vou morrer, vou me ferir, essas coisas sempre vêm a mente Ele vai morrer ou ela vai morrer É apenas uma questão de tempo Coloco meu uniforme, coloco meu capacete Beijo as fotografias de minha família, mando um email à minha garota, para que ela saiba que eu sinto a sua falta."

Do outro lado do mundo, em Nova York, uma modelo de 20 anos chamada Ruslana Korshunova, escrevia poemas e colocava em seu site de relacionamentos. Um deles diz: "A vida é curta. Quebre as regras. Perdoe rápido. Beije lentamente. Ame de verdade. Ria descontroladamente. E nunca lamente nada que tenha feito você sorrir."

Curioso é que o sargente americano que dizia: "Vou morrer" ainda não morreu, e a modelo nascida no Cazaquistão e que foi capa de revistas européias como Elle e Vogue morreu no dia 28 de junho, ao cair da janela de seu apartamento no nono andar de um prédio em Manhattan.

A morte não tem educação. Ela não baté à porta. Ela não pede licença para entrar, como se queixa o profeta Jeremias: "A morte subiu e penetrou pelas nossas janelas e invadiu as nossas fortalezas, eliminando das ruas as crianças e das praças os rapazes." (Jr 9.21).

Portanto, vamos nos perdoar rápido, vamos nos beijar lentamente, vamos nos amar de verdade, vamos rir descontroladamente, vamos valorizar tudo que há de bom e nos faz sorrir. E, mais do que tudo, vamos nos aproximar cada vez mais de Deus, com quem nos encontraremos face a face logo depois da morte!"


Revista Ultimato, Setembro-Outubro, 2008, página 16.