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domingo, 3 de abril de 2016

Sobre surpreender-se

Quando me diziam pra não criar expectativas e me deixar surpreender, eu realmente não acreditava que o sentimento seria tão bom. Quando me diziam que eu deveria me permitir ser mais feliz, eu não acreditava que poderia ser pra mim. Parecia egoísta da minha parte ser feliz em meio a tanto sofrimento, mas era aquilo que eu tinha pedido a Deus durante longos anos e esquecido jogado num canto do meu arquivo pessoal. Era exatamente tudo aquilo que eu tinha pedido em meio a muitas rebeldias de adolescente e calmarias de pré adulta.

Nunca tive bons olhos sobre histórias de príncipes, romances exagerados, declarações espalhafatosas e coisas do tipo. Fui me tornando muito cética em relação ao amor romântico desde que me contaram a história de Senhora, do José de Alencar (chata pra caraca com aquele exagero romântico característico do Zé).

Eu não estava em condições de me opor a uma mudança na minha vida: eu apenas aceitava cada uma delas de braços abertos.Veio a mudança mais inesperada dos meus dias desde a famosa engenharia. E veio com um sorriso nos lábios e flores nas mãos. Veio de mansinho, veio no tempo certo, veio pra aumentar o que já era grande. Não se enganem: essa mudança não veio de repente. Começou numa pesquisa rápida, numa piscadinha, num elogio na verdade dois! e em um radar atento que eu tenho para o que é raro. Continuou nos malabares, na fantasia, na brincadeira e no troféu de 1ST. Essa mudança teve concretização numa carona frustrada mal planejada COF COF e na desculpa mais esfarrapada da face da Terra pra começar um assunto. Então eu estava ali encarando tudo como quem realmente não acreditava que a mudança se encaixaria em minha tão conhecida realidade. Surreal!

Tudo aquilo que eu achava exagero encontrou um ponto certo, o doce não desandou. Acho que, no fim das contas, faz parte do amor a coisa toda dos grandes gestos, das palavras adocicadas e dos carinhos incontáveis que fazem quem anda desacreditado torcer o nariz para casais apaixonados. No fim das contas, são as mãos dadas que trazem suporte pro crescimento do sentimento. No fim das contas, a distância não importa muito mesmo... Quem diria?

Quando a semana acaba, encerro mais uma presunção em mim. Mais um julgamento cético cai por terra. Cada pessoa é um universo, cada amor é uma história. Conturbada, simples, leve, exagerada. Cada amor é um resgate. De dignidade, de esperança, de suavidade, de carinho. Cada amor é uma mudança. De rumo, de percepção, de atitude e de pensamento. Cada dia que passa faz o inacreditável parecer possível e aquele sonho arquivado parecer cada vez mais perto da realidade. E eu continuo aqui, em minha rebeldia de adolescente, declarando a plenos pulmões: por que não?!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Uma carta improvável sem destinatário definido

Local indefinido, no dia em que a intrepidez venceu;

Querido destinatário,

Não quero causar constrangimento, mas sem meias palavras precisei te escrever esta carta que pairava na minha imaginação. Lembre-se que esta é apenas mais uma carta de amor, daquelas bem bregas mas que precisam ser escritas. Lembre-se também que o amor é brega até mesmo nas melhores famílias... Mas prometo ser sincera com você o tempo todo.

Se é pra ter amor meia boca, mais ou menos, sem totalidade, nem quero. Se é pra ter amor possessivo, ardido de ciúmes, cheio de egoísmo também não quero. Se for pra amar só pra ocupar cargo nem envio meu currículo. Se for pra amar só com o corpo, se entregar apenas fisicamente e nunca conhecer suas maluquices e seus segredos, sinto muito, mas estou partindo pra Pasárgada e você nunca mais ouvirá falar de mim...

Mas se quiser um amor completo, pleno e sem complicações, me liga. Se quiser alguém pra estar ao seu lado nas dificuldades, alguém que ame cada uma das suas individualidades e que abra um sorriso só de pensar em quão convencido e chato você ficará se algum dia descobrir que escrevo pra você, eu estou aqui.

Se é pra reclamar de corações partidos, desventuras amorosas e desastres engraçados, senta aqui que as histórias são longas... Se é pra remendar corações despedaçados, esquecer tudo o que passou e olhar pra frente, eu estou aqui, fazendo disso um exercício diário de fé.

Mas, se por acaso não se apaixonou pela minha personalidade, se não se acostumou com meus excessos e minhas faltas, se não estiver disposto a receber essa carta e esse amor, apenas diga não. Eu não vou me descabelar, te perseguir online ou implorar amor chorando aos seus pés. Tenho dignidade e consciência suficientes pra saber que amor a gente não implora, não impõe: você sabe que amor a gente escolhe. E eu escolhi fazer minhas escolhas usando mais a razão do que o coração, mas você já sabe que eu sou assim mesmo e não sou egoísta o suficiente pra achar que a sua felicidade só pode existir comigo. Na verdade mesmo, queria uma companhia meio maluca pra seguir sendo feliz. Por que você também sabe que felicidade só é real quando compartilhada com quem a gente gosta.

Eu não quero posse, você só pra mim, sua vida em função de mim. Eu quero somar, não subtrair até a exaustão. No entanto, não aceito nada menos que fidelidade, nada inferior a uma entrega total, um encontro de almas e corpos registrado pelo universo (e em cartório também, quando o dia chegar). Não posso aceitar nada além disso, nada menos que isso. Não posso te enviar essa carta também, seria loucura. Mas eu não sou muito normal e acho que você já sabe... Quem sabe um dia?

Com toda a honestidade que encontrei em mim,
da moça que é mais Amélie do que Amélia.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Sobre futuro, fé e o novo

Um futuro cheio de sonhos surgiu,
Um deles está em andamento e não posso parar.
Esse sonho me encontrou, ocupou todos os meus dias
Consome cada pedaço do meu tempo,
Está enraizado em minha alma e já não posso mais me imaginar sem ele.
Em meu futuro inexato existem cálculos, projetos e capacetes
Existem grandes estruturas, muitas noites em claro e concretizações diversas,
Muitas delas feitas justamente de concreto.

Mas em um futuro de sonhos, ah...
Existe um amor, uma criança e quem sabe um cachorro ou gato?
Existe uma casa, um renovar de esperanças, uma sensação de utilidade.
Meus sonhos sempre foram em função de pessoas.
Sempre quis ser alguém pra alegrar minha família,
Sempre quis poder amar alguém para poder doar o melhor de mim,
Sempre sonhei com algum possível filho que pudesse ter tudo de mim.
Mas cada pequeno sonho que eu tenho é despedaçado e feito de novo
Alguns se realizam, outros se modificam e eu sigo,
Sigo pedindo a Deus que os meus sonhos sejam os Dele.

Deixei minha fé no meio do caminho,
Um Deus que sempre me amou e sempre amará
Fui capaz de negligencia-lo, mas não ouso dizer que o esqueci.
O amo de toda a minha alma
Não há culpa grande o suficiente pra me fazer esquecer disso
Não há deserto ou abismo pavoroso o suficiente pra me separar do amor Dele
Amor que eu entendi e recebi pra todo o sempre

Pavoroso é o caminho longe Dele, tudo é dor e pesar
Aflição e angústia; não há alívio, não há paz
Longe Dele não há perdão, não há consolação, não há esperança

Resolvi olhar para aquela rude e velha cruz,
A cruz que me traz esperança, que me lembra do sacrifício perfeito,
Que simboliza a razão da minha fé.
Ele não está morto, aquela cruz era apenas o começo
Ele me ama, Ele quer restaurar meu coração
Ele sabe de todas as minhas lutas e dores e vai comigo carregando sua rude cruz.

Em um novo ano que talvez chegue calmo, talvez chegue tempestade
Posso ouvir aquele velho som,
cuja origem é antiga o suficiente para que minha mente não a comporte,
A Palavra que fez com que tudo existisse, existe em mim e avisa
Que tempestades maiores virão, tempestades de minhas lágrimas,
Mais dores, mais sacrifícios, mais batalhas travadas até a exaustão.

Sei que não posso me ausentar da guerra.
Não há maneira de me tirar do campo de batalhas, minha escolha é a espada;
Enquanto a Voz do Universo habitar em mim posso lutar.
Em meio aos conflitos há paz,
Em meio à loucura há sabedoria, coisas que o mundo jamais compreendeu.

O que se inicia continua se modificando, como cada sonho meu
Cada ferida exposta tem a chance de cicatrizar,
Cada dor sofrida é motivo de aprendizado.
Em minha alma sei que o novo não será fácil, posso sentir e,
Se bem me conheço, posso sofrer antecipadamente.

Que o novo quebre todas as minhas expectativas, mude muitas opiniões,
Seja inesperado, seja grandioso,
Seja sofrido, chorado, relembrado e registrado em palavras.
Que venha suave por que, por agora, meu coração não aguenta mais agitações.
Que seja breve, que me ensine, me quebre, me molde, me esconda.
Que a Luz brilhe apesar de todos os meus defeitos enquanto eu ainda estiver aqui,
Que a vida possa começar.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Resolvi ser grata

Gratidão não é uma coisa que vem fácil. Aprender a ser grato vai muito além de um obrigado pra quem preparou sua comida ou quem te atendeu na padaria.
Ser grato envolve esforço pra enxergar coisas que são invisíveis aos olhos. Aquilo que você deixou de ver hoje pode conter milhares de motivos de gratidão.

Fui presenteada com um céu maravilhoso na volta pra casa ao entardecer e foi ele que me lembrou que eu sou muito mais do que uma "fazedora de contas", muito mais do que uma máquina de integrais. Lembrou que meu valor é muito maior do que aqueles números que definem meu rendimento acadêmico...

Então eu resolvi ser grata.
Hoje levantei da cama com vida.
Hoje meu coração bateu um milhão de vezes e não parou.
Hoje minhas pernas foram fortes pra me levar a todos os lugares onde precisei ir.
Nenhum veículo no qual eu estive sofreu um acidente.
Nenhum amigo ou parente sofreu um acidente.
Nada saiu do seu devido lugar no Universo e destruiu o espaço em que me encontro.
Não tive fome por falta de comida.
Não tive sede por falta de água potável.
Eu estive rodeada de pessoas que eu amo.

As misericórdias de Deus se renovaram sobre mim sendo que eu não as mereci.
O amor de Deus tomou meu coração em cheio quando, nesse dia difícil comecei a pensar em todas as coisas que deram errado e ouvi a voz Dele dizendo enfaticamente a mim:
"Eu te dei o teu dia, Eu te amo, Eu te abençoei, Eu sou o teu Deus. Por acaso Eu deixei de te abençoar quando você se afastou de mim? O que mais você precisa para ser feliz? Minha graça não te basta?"

Imediatamente pedi perdão pelo meu egoísmo. Imediatamente reconheci que os planos Dele são melhores do que os meus e que Ele sabe a hora certa de corrigir meus erros.

Somos como crianças mimadas de um metro e setenta. Reclamamos de todas as coisas que dão errado durante o dia, focamos nas oportunidades perdidas, nos momentos desperdiçados e esquecemos que o nosso corpo funciona perfeitamente dia após dia, que nossas mãos são capazes de realizar todas as tarefas que precisamos, que Deus nos amou apesar de tudo apontar para o lado contrário.

Não é fácil enxergar todas as coisas pelas quais podemos ser gratos. É necessário desenvolver aquela sensibilidade para detectar as coisas que os olhos não veem. Decidi que o esforço vale a pena. Hoje eu resolvi ser grata.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Vontades

Hoje me deu aquela vontade de escrever um texto imenso, de três dias e um milhão de pensamentos, mas onde foram parar todas as ideias? Minha mente ficou admirando o branco do papel.

Também tive aquela vontade de compartilhar todo o amor que eu sei que existe em mim, não que eu um dia o tivesse por vontade própria, mas ganhei e é tão grande que não cabe em mim, precisa ser doado. Minha vontade era de sair distribuindo todo esse amor e fazer com que todas as pessoas ao meu redor se sentissem tão amadas que também amariam, transformando um amor infinito num ciclo eterno e magnifíco.

Hoje me deu uma vontade grandiosa de colocar a tão fadada mochila nas costas e sair rumo ao desconhecido. Por que o desconhecido me assusta e fascina ao mesmo tempo. Somente o desconhecido me traria situações que não estou acostumada e não teria minhas pré atitudes estabelecidas. Nesses lugares não teria um rótulo e seria eu... desconhecida.

Tive vontade de acabar de uma vez o curso, deixar de lado todo o sofrimento da Engenharia e partir pra uma vida de serviço ou uma vida de praia e rede. Mas ao mesmo tempo senti vontade de estudar loucamente e tirar 10 em todas as provas por que sei que isso me impulsionaria a buscar mais conhecimento e acreditar mais em mim mesma. E também por que curtir as desgraças e graças da vida universitária tem lá seu lado bom.

Veio-me também aquela vontade de me entregar, de viver, de aproveitar cada inspiração. Aquela ânsia desesperada pelo próximo momento com a consciência de que ele poderia ser o último. Afinal de contas, quem sou eu pra poder viver um segundo a mais do que estou fadada a viver? Sim, morrer hoje para mim é lucro, mas não há nada de errado em ter vontade de viver para sempre. Nunca lidaremos bem a morte, a partida, o fim. E hoje... hoje me deu vontade de viver tudo. Tudo de uma vez, num momento, porque a vida é isso mesmo: um momento. O resto é vaidade.

Senti vontade de fazer parte também. Parte de minha própria família, parte do coração de alguém especial, parte da memória de tanta gente, parte de um universo gigantesco no qual sou apenas uma partícula. Queria mesmo era ser parte do pensamento daqueles que, ao que parece, saíram da minha vida e deixaram a maldita nostalgia. Não por que fossem pessoas perfeitas, mas por que eram pessoas. Pessoas de bem, que me tiraram muitos sorrisos, muitas experiências, muitos amores, muitas refeições... ah, o que seria da vida sem as amizades e a nostalgia de recordar bons tempos?!

De verdade, quem sou eu pra me sentir muito importante com um Universo grandiosamente magnifico lá fora?! Seria muita vaidade de minha parte, uma vez que, tendo a mínima noção limitada do tamanho de tudo que existe, acreditar que minhas vaidades e vontades estão acima de todas as outras coisas. Já dizia a música que "querer está tão longe de poder", e eu completaria dizendo que o Universo é grande demais pra que meu querer seja assim tão urgente e importante. E ainda assim, acredito que Aquele que criou tudo isso se importou comigo e me amou da maneira mais linda possível, mesmo com essa imensa insignificância que me define. Se você não acredita, a partir dessa construção aqui descrita, a meu ver, parece que a vida é triste. Vazia de significado se você parar pra pensar em quantos anos viverá e quantos anos tem o Universo. E qual é o sentido de estar aqui.

Mas a minha vontade maior não é te deixar depressivo. De jeito nenhum! Mas não escrevo livros de autoajuda, então me desculpe por perturbar seu pensamento sem apresentar solução. Descubra você mesmo, assim como eu fiz. Deixa a preguiça de lado e vá procurar sua felicidade. Mas já aviso: a alegria permanente tem um só Amor, um só Caminho e uma só Verdade.

O importante é que esse texto é sobre vontades. Boas, ruins, rudes e generosas, são vontades. E são minhas. Cada uma veio hoje me visitar, me chamar pra dançar e pra escrever. No fim das contas, a folha em branco que me encarava foi preenchida e agora posso dormir feliz por ter satisfeito essa vontade inexplicável de escrever que me vem de vez em sempre.





domingo, 8 de setembro de 2013

Às avessas

E, de repente 2013 está sendo um ano às avessas.
Ano Novo bem ok, sem muitas surpresas, sem muitas expectativas, sem muitas esperanças pro ano que começava... exceto uma, que continua sendo esperança.
Férias doloridamente longas, muitas expectativas enquanto rodavam tantas listas de vestibular... o dia todo, todos os dias, F5 em várias páginas e toda a clássica afobação de quem quer ter na vida um caminho definido. Pra quem sofreu durante 3 anos com a vida naquela espécie de limbo existencial, sem saber pra onde ir, passando os fins de semana em casa na companhia de filmes e livros, os meses de dezembro, janeiro e fevereiro demoraram a vida para passar.

Aí chegou março, que nem foi tão avesso assim, me trazendo novos horizontes pra vida... e parece que faz 3 mil anos que estou aqui! Não digo pelo cansaço nem por alguma decepção ou erro, mas pela quantidade de coisas realizadas... Já foram tantas provas, tantas matérias, tantos ônibus, tantas passagens... tantos amigos diferentes!
Um oi pros amigos que fiz por aqui, especialmente pras amigas lindinhas, que embora sejam recentes, me aguentam em dias bons, dias ruins, dias de chuva (ah, o caos da chuva na Federal), dias em que amanhece verão e anoitece inverno do Pólo Norte... dias de surto com provas, dias de passar nervoso com projeto de desenho, dias de almoçar na casa das amigas, dias de jogar sueca, dias de sair correndo atrás do ônibus... enfim, se não fosse por vocês a minha vida seria muito mais difícil e triste. Obrigada por serem tão animadas e engraçadas, vocês fazem da minha vida em São Carlos algo mais leve e bonito!

Abril voou mais que maio, que foi sofrido em 2013 também, mas nada se compara aos outros anos. Junho e julho chegaram pra me deixar completamente maluca, com um milhão de provas, trabalhos, estresse e saudade... Saudade de muitas coisas que já foram, que não foram, que me fizeram chorar e sorrir ao mesmo tempo. Relembrava todos os dias por que estava aqui, qual era minha obrigação, mas o peso era tão grande... achei que não fosse suportar. Mas é claro que entre uma tragédia e outra aconteciam coisas engraçadas pelo caminho (geralmente relacionadas às tragédias) que me ajudavam a seguir em frente. Além disso, eu sabia que a Força que existe em mim jamais me abandonaria.

As férias chegaram na semana mais fria do ano (muito amor passar essa semana debaixo das cobertas fazendo nada em casa!) e trouxeram preocupações e preguiça... E voltar foi bem difícil, não vou mentir. O inacreditável foi que o terrível agosto passou num piscar de olhos e eu não faço ideia de como isso aconteceu! Começou setembro cheio de novidades e o ano promete muita coisa ainda.

Aprendi muitas coisas, coisas simples.

Não transformar em grandes e impossíveis problemas coisas que daqui a uns 5 anos, por exemplo, não serão tão importantes assim.
Não desprezar quem sempre te amou e apoiou, por que essas são as pessoas mais preciosas que você pode ter ao seu lado.
Não julgar atitudes que você não entende. Cada um é diferente do outro e reage às situações da vida de modos diferentes. Sempre alguma atitude me surpreende. Aprendi a lidar com a surpresa e a tentar entender o que cada pessoa pensa antes de agir de determinado modo.
Não ser tão dura comigo mesma. Cobrar-me faz parte de quem eu sou, mas quando essa cobrança se tornou um peso nos meus ombros, resolvi que faria o que pudesse e não ficaria louca se não pudesse fazer mais.

Espero muito mais de 2013 ainda. Preciso esperar.
Por enquanto ele vai sendo o ano que começou às avessas, continuou descompassado e pelo jeito terminará de alguma forma surpreendente.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Uma confissão tardia

Tão forte sobre absolutamente tudo, menos sobre você.
Meu único e maior medo.
Me apavora quando acordo, me aterroriza com pesadelos antes de dormir.
Medo do que será da sua vida,
medo de que você jamais encontre alguém que tente te enxergar como eu um dia tentei.
Medo de que a vida seja injusta com você,
medo de que suas atitudes tão distintas sejam confundidas pelas pessoas.
Medo de que eu não possa lhe cantar uma última música,
dar um último abraço e um último sorriso.

Sei que seguiremos separados,
sem que nunca estivéssemos efetivamente juntos.
Sei que todos esses textos ficarão velhos como os outros
e eu vou continuar me perguntando o que eu via em você.
Sei que te amarei de novo no momento em que colocar meus olhos nos seus,
porque um dia eu te entendi.
Numa fração de segundo eu te conheci.
Em intermináveis noites e infinitos pensamentos
eu ajuntei tantas lágrimas quanto eu jamais imaginei.
Sem culpa.
Sem o peso de lágrimas perdidas.
Mas eu não consigo mais,
me tornei frágil por tentar de novo tantas vezes.

Eu morro todas as vezes que tento estabelecer alguma comunicação
e você simplesmente... morre.
Morri todas as vezes que te vi sofrendo,
experimentei cada pedaço do seu sofrimento em silêncio,
porque essa era a única maneira.
Morri nos dias em que você falava dos maiores problemas como se não fossem nada,
por que eu sabia que eles estavam te matando.
Mas você é forte.
Tenho medo de todo esse tempo em que você se manteve forte.
Porque o tempo passa, rapaz,
as coisas mudam e o peso só cresce.

Não se preocupe comigo.
Entendi suas razões,
embora elas agora me pareçam uma canção velha, repetida
por gente que não sabe o que está dizendo.
Você sempre vai saber onde estou,
vai me encontrar de vez em quando,
mas a oportunidade do passado não volta.
A gente às vezes cria novas oportunidades,
mas infelizmente não posso fazer isso por você
por amor de mim.
O que cabia a mim foi feito, não espere nenhuma atitude,
fiz o que pude, mas essa ação não cabe mais a mim.
Tantas outras coisas eu poderia fazer...
Mereço amor e não posso recebê-lo de você,
não enquanto estiver perdido.

Estou cansada de toda essa história.
Morri, morri naquele sorriso nervoso,
naquele momento sem respostas,
naquele pensamento incoerente no curso da conversa.
Enfraqueci e estou morrendo.
Não tenho muito tempo.
Acho que toda a esperança e expectativa se foi,
mas o amor esqueceu de partir e estará em minha cerimônia,
velando por você.

Mas eu renascerei, você sabe.
Um dia serei fênix.
O fogo que outrora me destruíra, me deixara em cinzas
Só me fez bem, por que é nas cinzas que renasci.
Naquela hora em que nada mais restava de mim,
Naquela noite em que tudo se foi
No segundo em que eu tive a certeza de que nada mais aconteceria
Virei cinzas.
Na madrugada seguinte, uma luz grandiosa resplandeceu
Ninguém a viu, mas ela estava lá
Rasgando os céus com uma força incontrolável
Passando por entre as nuvens, determinada
Era o voo da libertação
Finalmente deixava as teorias e voava sentindo o vento
Fora renascida do fogo,

Mas o vento é que me fazia sonhar.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Perdi as palavras, mas não a vontade

Eu queria te escrever mas o texto não veio.
As palavras ficaram perdidas em algum canto incomum dessa nova vida,
ainda não as encontrei.

Eu queria escrever os poemas,
entregar os manuscritos,
esquecer os relatórios e os cálculos,
mas ainda não posso, ainda não sei de nada.

Queria te entregar todas as cartas que eu nunca mandei,
mas também não te conheço,
como poderia?

Hoje o papo é curto, o tempo é escasso,
mas saiba que queria te escrever
e durmo com o pensamento no futuro,
analisando passados e vivendo um dia de cada vez.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Diário de bordo de Bruna Marola e Marola

O texto é longo, se a paciência tá curta, nem tente. Se começar, leia até o final. Talvez nem seja interessante, mas senti vontade e ponto. O título é em saudosa memória do programa de infância Mundo da Lua, com o Diário de Bordo de Lucas Silva e Silva.

Dia 11 de março de 2013 foi um dia muito especial. Talvez você tenha ido trabalhar normalmente, talvez tenha ido ao médico ou talvez esse dia tenha sido cheio dos problemas típicos de uma segunda feira. Pra mim, dia 11 de março de 2013 foi o dia em que tudo começou, em que um sonho se tornou realidade. Foi o dia em que vi meu nome completo, mais uma vez, em uma lista de aprovados no vestibular. Mas dessa vez, era possível. Eu iria. Eu vou!
Não queria fazer Engenharia Civil desde pequenininha, quem me conhece um pouco sabe disso. Já passei por várias fases: professora, psicóloga, tradutora, arquiteta... Eu tinha essa ideia mais ou menos formada no final do ensino médio, mas sem saber ao certo por que. O cursinho direcionou meus interesses. Aos poucos fui me apaixonando pela física. A matemática já tinha lugar cativo no meu coração e a química, que eu até gostava, virou um problema. História também. Eu não sabia de nada de nada com 17 anos, no primeiro vestibular. Absolutamente nada da vida, do que significava fazer uma faculdade e etc. Só sabia de uma coisa: é dever do governo me dar um Ensino Superior e, apesar de ter pago o fundamental e o médio, coloquei no coração e na mente que a faculdade teria de ser pública e que eu tentaria entrar nas melhores.
A educação básica foi de inteira despesa dos meus pais, e eu devo isso a eles. Sempre fizeram o melhor que era possível com tudo o que tínhamos, nunca me privaram de coisas importantes e desde pequena me ensinaram o valor do dinheiro e o gosto pelos estudos. Não me orgulho de ter feito tanto tempo de cursinho, é verdade. No entanto, cada centavo da mensalidade saiu do meu bolso, exceto a última, que foi paga por eles em razão do fim do recebimento dos meus benefícios. Dinheiro esse fruto do meu trabalho de meio período que rendeu muitos aprendizados e uma perspectiva muito melhor da vida. Dos 17 aos 19 anos estive trabalhando e fazendo cursinho, prestando vestibular para um curso que estava atrás apenas de Medicina, Arquitetura e talvez Engenharia de Produção.
Confesso que me achava muito maluca em 2012, por que larguei o emprego e caí na vida de estudante em tempo integral. Pense: dois anos de cursinho, mais um semestre e meio o dia todo. Eu estava maluca! Já poderia ter terminado um curso técnico, estar no meio de uma faculdade normal, menos puxada... mas eu estava lá, NO CURSINHO! Tinha dado meu ultimato: em 2013 começaria uma faculdade, nem que fosse no curso de Física! O começo do meu ano letivo (em maio) foi muito difícil. Eu assistia àquelas aulas me perguntando o que estava fazendo ali, me perguntando quantas apostilas eu teria que usar ainda, me perguntando quando o Márcio perderia a paciência e perguntaria: "Mas o que você ainda está fazendo aqui?!".
Mas o ser humano é adaptável. E eu não sou de desistir fácil. Depois das férias as coisas começaram a melhorar, eu comecei a me enturmar melhor e ver que ansiedade e desespero não eram só minhas características, mas de muita gente boa que estava por lá. Depois de estudar até não poder mais, chegou a época das provas. Todo mundo extremamente maluco. Ao prestar o Enem eu só pensava que tinha que acertar o máximo de questões que fosse possível, nem que isso me rendesse dores de cabeça e de coluna. Por experiência própria: a cada ano que passa você fica mais nervoso, se cobra muito mais, mas faz a prova mais confiante.
Os resultados chegaram, nem tão bons quanto eu imaginava. O Enem estava razoável, a Unesp também, mas a Unicamp e a USP não estiveram dentro das minhas expectativas. Da USP eu nem liguei, de verdade, mas da Unicamp eu fiquei completamente arrasada por não ter ido pra segunda fase. Absolutamente. Chorei  durante a noite em que o resultado saiu e só fui pro cursinho no dia seguinte por que precisava devolver uns cadernos de revisão. Passei o final do ano completamente destruída por isso, por que era a Unicamp que eu sempre desejei, mas fui barrada antes de ter a chance de tentar de novo. Meus pais choraram comigo. Mas é bom lembrar que só depois de destruir alguma coisa é que se enxerga o potencial da reconstrução.
Fiz a segunda fase da Unesp, fui bem na prova, mas também não deu. Antes mesmo de saber disso, acabei deixando a segunda opção do Sisu na FURG, em Rio Grande, Rio Grande do Sul. E passei. Foi um período difícil. Eu não sabia o que fazer. Perderia a chance de entrar em uma faculdade Federal por falta de grana? Por que era muito longe? Por que meus pais não queriam? Entrei em desespero várias e várias vezes, até que me conformei com a situação e entreguei tudo nas mãos de Deus. Ele saberia onde me colocar e quando me colocar. A minha parte estava feita, meu melhor eu tinha dado.
Foi-se o churrasco dos aprovados, com todo aquele pessoal maravilhoso ingressando nos melhores cursos do Brasil bem na época do meu desespero. Fiquei MUITO feliz por cada um deles, o esforço tinha sido recompensado. Eu falava: ah, vamos ver na Ufscar né, quem sabe? Se não der vou pra Unimep mesmo...
Então, mais de um mês depois, chegou dia 11 de março. Depois que eu sosseguei meus medos na presença do Pai, depois que eu aprendi a me amar, depois que eu aprendi a ser sincera, depois que eu resolvi me abrir para a vida e as situações inusitadas dela, vi meu nome na última lista de chamada antes do começo das aulas na Ufscar. Foi maravilhoso. Não consigo descrever a sensação. Só quem já passou por isso sabe como é.

Não quero lhes contar essa história toda com a finalidade de me exaltar. Jamais. Quero que através dela alguém talvez se identifique, talvez alguém se encoraje, talvez alguém tenha histórias pra contar também. Quero ouvir todas elas!
Não desistir disso foi a melhor atitude que já tomei na vida. Apesar de ter uma vida toda, 20 anos de Americana, descobri que algumas coisas precisam ser deixadas pra trás. Outras não me abandonarão. Outras ainda me reencontrarão no futuro, eu sei disso. Sei que muitas coisas difíceis me encontrarão nesse caminho, mas o que eu achava que era meu sonho ficou pra trás. O que ficou pro futuro foi o sonho de Deus pra mim, por que eu não imaginava, não esperava nada disso. Agora preciso correr contra o relógio, mas que corrida mais maravilhosa é essa! Ser a primeira da casa a ter um diploma universitário. Ser talvez (família gigante, sabe como é) a primeira da família a se formar em uma Federal. É algo muito mais maravilhoso do que eu jamais imaginei. Quem semeia com lágrimas nos olhos, colhe os frutos no tempo certo. E eu digo mais: quem estuda muito com uma caneca de café do lado, apesar das dores de cabeça e do cansaço mental, vai ser bom profissional no futuro. Vai entrar nas melhores faculdades e ser diferença neste mundão de meu Deus!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Lembre-se de mim

Onde quer que você esteja só peço que se lembre de mim. Através do que estiver passando, se lembre de mim. Por favor lembre, lembre de 5 de novembro. Lembre-se daqueles que nada possuem, daqueles que perderam tudo, dos que até mesmo a vida foi tirada. Lembre-se! Das mentes alienadas, domesticadas e presas, sem propósito de vida. Das mentes cansadas e sobrecarregadas. Das mentes que possuem preço e que nada mais querem senão enriquecer a qualquer custo. Lembre-se dos pobres, dos oprimidos. Lembra dos aproveitadores, lembra do tamanho da arrogância. Lembra da sonhada revolução. Lembra das palavras do homem que viveu o amor até as últimas consequências e atire a primeira pedra se não tiver pecado. Lembra de olhar pelo seu semelhante, vigia os direitos dele e faça com que sejam cumpridos. Seja um revolucionário, ainda que no escuro, com o corpo cansado e os olhos cheios de lágrimas. Pense! Você foi criado para pensar, questionar o mundo e suas leis naturais e burocráticas. Por que agora todo esse conformismo? Pense homem, pense! Quem não pensa tem sua vida dominada, seus direitos sufocados e a existência vã.

Apesar de todos os problemas do mundo ainda peço que se lembre de mim. Não que eu tenha algo especial para ser lembrada. Lembra dos meus defeitos, de cada um deles. Lembre-se de mim pelo que fui, não pelo que precisava mudar. Espero que tenha me visto pelo que demonstrei, não pelo que aparentei. Peço que entenda que sou muito mais as palavras que escrevo do que o silêncio. Peço que compreenda que não sou nada fácil de compreender. Peço que se lembre de mim e leve essa saudade com você. Leve embora essa vontade, esse desejo, esses seus olhos cheios de segredos que me perturbam dia e noite antes que eu me afogue completamente. Lembre-se de mim e leve embora toda essa lembrança sua que me aniquila, corrói e amolece. Enlouquece. Não quero mais a lucidez, aprendi a conviver com a loucura. Por mais que eu tente entender tudo (e eu tento!) jamais te entenderei. E é por isso que sempre lembrarei de você. Apenas peço que se lembre de mim, às vezes. Lembre-se de mim, mas nunca se esqueça de 5 de novembro.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Desejos inacabados

Não, o ano de 2012 não será fácil. Você não vai encontrar só amigos, alegria e festa. Dias difíceis estão por vir, horas in-ter-mi-ná-ve-is, pessoas chatas, trabalhos enfadonhos e programações das quais você não terá o mínimo interesse de participar, mas terá de ir. Em janeiro de 2012 você pode começar uma nova dieta, um novo pensamento, renovar sua autoestima e sua personalidade. Espero que ainda se lembre e cumpra tudo isso até junho, ou agosto: o temido mês interminável.

Viaje em 2012, você terá oportunidades. Converse com quem você tiver vontade, fale o que quiser dizer. Preocupe-se um pouco com os outros e, se sobrar tempo, se preocupe com você.  Faça a tal listinha de resoluções, se isso adiantar. Seja espontâneo. Busque aquilo que faltou em 2011. Não, meu amigo, 2012 não será um ano fácil, já previam os maias e tudo mais. Tenho certeza de que ao seu redor permanecerão algumas das pessoas admiráveis que você teve o prazer e a honra de conhecer em 2011, sei que a vida é muito mais do que as coisas pelas quais desperdiçamos a maior parte do nosso tempo.  Pessoas fazem toda a diferença em um ano, pode anotar e reparar.

Seja mais sensível aos apelos da vida e simplesmente olhe as coisas ao seu redor feito criança: vendo a novidade na renovação. Do dia, do sol, da misericórdia, da graça. Não siga todos os meus conselhos, erre. Reinvente seus conceitos. E, do mais, simplesmente desejo aquilo que todos desejam, e que chegue 2012!

domingo, 26 de junho de 2011

Só mais uma sobre amor

Eu sei que pelo título pode-se criar falsas expectativas a respeito do que está por ser lido. Não, não direi sobre estar apaixonado, sobre o amor "eros" que ouvimos por todo canto.

Vim aqui na defesa do amor "fileo", amor de irmão, de amigo. Vim aqui pra defender o diálogo de mentes, as mentes abertas ao expor de opiniões, o verdadeiro amor fileo.

O contexto de mundo em que estamos inseridos não valoriza esse tipo de amor. Já está em nossa mente que o próximo não é nosso aliado, mas nosso inimigo, concorrente. Não respeitamos mais a opinião alheia, não damos espaço para argumentações contrárias às nossas e a coisa mais difícil do planeta Terra é encontrar quem esteja disposto a dialogar sem radicalizar ou sem querer te convencer de que você está errado.

Posso dizer com sinceridade, sem ser hipócrita, que eu AMO pessoas que pensam diferente de mim. AMO falar com pessoas que não gostam das mesmas coisas e amo mais ainda quando descubro alguns pontos em comum com algumas delas. Uniformidade traz falta de opção, falta de reflexão.

Não sou acostumada a espalhar minha opinião por aí, dizer o que eu penso aos quatro cantos do planeta, não sinto necessidade de me defender todo o tempo com minhas argumentações. É característica minha, já nasci com isso. Quando digo minha opinião, geralmente é algo que ninguém imaginaria que eu poderia defender ou não concordar. Prefiro expor o que eu penso em determinadas e específicas ocasiões, quando vejo que não está no tempo de falar, fico quieta.

Não quero me engrandecer ou me exaltar de maneira alguma. Sou um grande pedaço de nada, não tenho moral pra falar nada, a respeito de nada. Mas eu sei que esse amor fileo tão excluído pela sociedade, tão marginalizado e esquecido não é minha expectativa. Pelo menos não é a minha expectativa. Quem espera esse respeito mútuo, esse diálogo de opiniões e esse amor moldado pelos princípios do amar ao próximo como a meu próprio corpo, é  Deus. Negar, desfazer, esquecer ou desacreditar é relutância nossa, é querer achar que estamos certos o tempo todo, vivendo pra nós mesmos.

"A lágrima dos olhos de Deus / é ver os que dizem ser seus / vivendo pra si, morrendo pra si / mesmo assim achando-se / filhos de Deus".
A glória de Deus é compartilhar - Gerson Borges

sábado, 1 de maio de 2010

Leveza.


Às vezes você precisa deixar o telefone tocando, deixar que os emails se acumulem na sua caixa de entrada, deixar que seu quarto fique um pouco bagunçado e esquecer algumas fórmulas matemáticas.
Às vezes é extremamente necessário que você não se preocupe com seu peso, com seu cabelo, com suas unhas, com seu riso escandaloso.
É preciso que, bem de vez em quando você esqueça os horários; que você se lembre de como é ser criança e brincar na grama, gritar simplesmente por que dá vontade e ter aquela sinceridade petulante que nunca te deixa mentir.
É preciso tempo com seu filho, tempo com seus pais, com seu amor, com você e principalmente com seu Deus.
Por quê?
É simples. Você estará buscando leveza. Você não poderá senti-la, infelizmente porque não se desligará das coisas que não tem necessidade, que não são primordiais na sua vida. Há sempre as 'coisinhas miúdas, roendo, comendo' o nosso tempo, os nossos anos, nossas atitudes, até mesmo nosso jeito de ser.
Aprender que pessoas vêm e vão é importantissímo, só assim entenderemos que poucas coisas duram para sempre. Aprender que há um amor maior que move o mundo inteiro, aprender que Deus deu seu Filho porque nos amou. Aprender que o Universo não surgiu do nada e que não somos apenas números. Somos muito mais, muito pequenos, mas mais que um número.
Nossas costas estão pesadas de ações inacabadas, de planos mal-feitos, des-feitos, re-feitos. Estão pesadas por causa da ganância, do egoísmo, da mentira. Buscamos leveza mas esquecemos Daquele que é o único que pode tirar o peso da nossa alma. Somos incrivelmente contraditórios.
Só Nele poderemos descansar. Leves, perdoados, felizes e em paz. Sem pesos.
Bruna Marola.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Perfect Symmetry


Queria escrever várias coisas sobre recomeço, nova vida, novo ano, novo ânimo.
Queria que tudo fosse menos complicado. Não mais fácil, mas menos complicado.
Nessas horas ouvir Duffy e Keane me acalma. Minha cabeça está começando a doer. Blog foi feito pra isso. Eu fui feita pra isso. O teclado vai queimar nos meus dedos hoje.
Não posso fazer várias coisas que desejo, abraçar quem eu estou com saudades, dizer o quanto eu sinto falta das pessoas... e por outro lado, daria tudo para estar como meu primo: em outro país, sem gente conhecida por perto. Eu e Deus somente. Seria perfeito agora. Perfeito.
Perfect Symmetry. Perfect Symmetry. Perfect Symmetry. Talvez não faça nenhum sentido pra você. Talvez nem mesmo faça sentido pra mim daqui a um tempo.
Um novo ano me trará situações pelas quais jamais esperei; situações que eu não saberei como enfrentar; situações que sejam trágicas, vedadeiras, diferentes, inusitadas, alegres, tristes, inovadoras e aquelas pelas quais eu já vivi de alguma forma.
Descobri que querer ir para minha Pasárgada é um sinal de derrota, é uma fraquza. Minha Pasárgada não existe. Ela é só a soma de todos os meus defeitos, dos meus erros e das minhas fragilidades.
O jeito é levantar a cabeça, respirar fundo, pedir forças pra Deus, confiar Nele e ir à luta, com determinação pois nada nesse mundo vem de graça a não ser a graça.
Só é capaz de escrever que tem na alma um peso, e só por isso fui capaz de escrever.
Continue tentando. O amor será eterno novamente. Do mal será queimada a semente.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Continue

Continue respirando. Continue esperando. Continue acreditando. Continue orando. Continue lutando. Continue gritando. Continue pensando. Continue reivindicando. Continue revolucionando. Continue sendo. Continue aprendendo. Continue caminhando. Continue ajudando. Continue conhecendo. Continue cantando. Continue pulando. Continue vivendo. Porque...


O amor será eterno novamente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mais um ano.


Ontem fiz mais um ano de vida e parei pra pensar em quanta coisa mudou do ano passado pra cá.

Objetivos, metas, desejos. Está tudo muito diferente e MUITO mais claro. Acredito que vou passar a vida toda dizendo isso, que a cada ano as coisas ficam mais claras e é mais fácil enxergar que estou errada.

Sei que estou fazendo as coisas certas agora, estou seguindo o caminho certo, que estou aproveitando a vida com responsabilidade e que eu estou buscando a felicidade a cada momento.


Os desejos (quase fúteis) que eu tinha ano passado eram muito pequenos pra tudo aquilo que Deus tem pra mim. O que deus tem pra você também.

Uma pequena auto análise me fez perceber que na vida a verdade faz a diferença, a amizade ajuda nos momentos difíceis e a confinça nunca é em vão, mesmo quando não for correspondida à altura.


As mulheres sofrem demais com a idealização. Aprendi com isso, mudei e idealizo muito menos.


Esse ano eu quero correr atrás dos planos que Deus tem pra mim, dos planos que Ele tem para que eu mude as pessoas de algum jeito; para que de alguma maneira eu mude o mundo e o torne um pouco melhor.


Esse ano, eu quero uma nova história, quero um novo recomeço, uma nova esperança. Ah, Senhor. Queria a resposta que há tanto espero com paciência e que continuarei a esperar.

Quero férias, sinceridade e paciência. Calma, tranquilidade. Quero buscar todas essas coisas e estar perto de Deus. Quero os sonhos Dele pra mim.

domingo, 26 de julho de 2009

Leveza.

Quero a sinceridade de uma amizade sem fins lucrativos.
Quero a beleza de um amor sem vaidades.
Quero a paciência que a natureza possui.
Quero a ausência de reclamações, mas a presença de arrependimentos e pedidos de desculpa quando elas aparecerem.
Quero a leveza de uma brisa num dia claro de primavera.
Quero a delicadeza da flor brotando no meio do asfalto.
Quero a naturalidade do sorriso de criança.
Quero mais sorriso, mais abrigo, mais verdade.
Quero menos hipocrisia, menos indiferença, menos descrença.
Quero um mundo livre de disfarce; máscaras só pra fantasiar no teatro, de vez em quando.
Quero a transparência da fidelidade.
Quero a lealdade espontânea.
Quero o dia mais claro, a chuva mais forte, a ignorância cada vez menor.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ódio.


Não darei lugar ao ódio às pessoas. Darei lugar à ira pelas atitudes cometidas por elas. Eu odeio as atitudes, não as pessoas. Odiar certas atitudes é estar tentando estabelecer um modo diferente de agir, um modo digno de continuar; um modo digno de ser chamado viver. Estabelecer limites para não serem ultrapassados, para não machucarmos aqueles que amamos e não machucar nem mesmo os que nos odeiam.
Limites para fazer com que tenhamos coração sincero, liberto de qualquer tipo de mágoa ou de rancor, liberto de qualquer tipo da hipocrisia repugnante.
Odiar atitudes erradas é não se acostumar com elas, é denunciá-las sim, é não viver em conformidade (não tomar forma) com a injustiça. É ser mais carinhoso e cauteloso com o futuro que estamos deixando para nossos sucessores. Odiar a hipocrisia é livrar-se dela, deixar de co-existir com ela. Onde há verdade não há hipocrisia.
Odiar a falsidade é não praticá-la, é deixar de reparar nas coisas que não deveriam ocupar o destaque e a atenção que ocupam. Onde há um objetivo nobre e verdadeiro não há futilidade.
Odiar o próprio ego é tornar-se humilde, deixar de diminuir os outros com o propósito de engrandecer-se. Humildade e ego não podem co-existir.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Ah se soubessem...


Ah se soubessem dessa minha complexidade,
desse meu jeito hipérbole, pleonasmo, repetitivo;
desagastante.

Ah se soubessem o quanto já chorei e sofri,
se soubessem o quanto ri, o quanto amei,
o quanto eu quis bem.

Se soubessem o quanto eu perdoei, o quanto calei pra mim,
o quanto extravasei, o quanto estive preocupada,
o quanto me angustiei,
e se soubessem depois, a paz que senti,
o amor que recebi, a alegria que permaneceu.

Se soubessem como amigos são bons nessa vida,
se soubessem como amo, como ando,
como gasto meu tempo, como sorrio.

Se soubessem a razão do meu viver, o motivo do meu escrever;
minha vida, meus sonhos,
meus pesadelos, meu chorar, meu penar e o meu caminhar.

Ah, se soubessem um pouco dessas máscaras
que com tanto custo tento tirar;
ah se soubessem como tento ser,
se soubessem a essência do meu ser, a complexidade do "eu" de cada um.

Se soubessem o quanto a lua estava bonita essa noite
parariam por um minuto e a admirariam,
do jeito inconfundível e impressionante que Deus a fez pra brilhar;
pra iluminar noites melancólicas e noites de festa.

A mesma lua, o mesmo Deus,
ah se soubessem o quanto Ele nos amou...
por Bruna Marola :)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

cresci.

Diferente. Mudanças. Talvez por um momento, talvez por uma vida. Não estou disposta a derramar tantas lágrimas quanto havia derramado. Não estou disposta a esconder tantos sorrisos que eu tenho entregado. Os sorrisos valeram a pena, as lágrimas não. Mas eu aprendi com elas, aprendi que elas são muito valiosas, e eu não vou me desvalorizar de novo, não vou ficar desperdiçando meu tempo em virtude de coisas que não fazem sentido. A razão começou a agir de novo, algo novo está por vir, posso sentir. Quase posso tocar. É como o vento e o tempo.
Eles se vão, passam e voltam, você não os vê mas os sente.
Estou feliz com meu jeito de ser mudado assim, agora vou prometer a mim mesma que as mesmas lágrimas eu não vou mais derramar; agora, transformaram-me em algo mais que uma menina, mas não ainda uma mulher.
Somente uma transformação pequena diante do que está por vir.
Estou disposta a despedaçar os sonhos que não forem os de Deus pra mim também.